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16.4.13

Stop (Porto)



(Centro Comercial Stop, onde se localizavam as salas de cinema com o mesmo nome)


As duas salas de cinema do Stop fizeram parte da cultura cinéfila portuense durante os anos 80 e 90, mas tal como o Centro Comercial com o mesmo nome, foram acabando por perder o fulgor. Os cinemas encerraram em 1995 mas o centro comercial conseguiu sobreviver, graças a um projeto único no nosso país, que transformou a maior parte das lojas em estúdios de ensaio. Das 146 lojas e espaços do centro, 95 estão ocupadas por estúdios que estão alugados na sua totalidade a bandas que fazem daquele o seu espaço de criatividade. Existe também uma loja de artigos musicais e um bar. As salas de cinema por lá continuam, encerradas, sendo o espaço usado como armazém. A 25 de Junho de 2012, um incêndio com origem no interior de um dos estúdios fez temer o pior, mas a rápida intervenção dos bombeiros não permitiu que as chamas alastrassem ao resto do edifício. O exterior do centro recebeu uma pintura nova e o velhinho Stop parece querer resistir à mudança dos tempos.

Localização: Rua do Heroísmo

14.4.13

Pedro Cem (Porto)


Cinema Pedro Cem localizado nas galerias com o mesmo nome

(Fotografia retirada de cinemasdoporto)

O Cinema Pedro Cem, inserido na galeria comercial homónima, foi inaugurado nos anos 80.
Era uma sala de pequena dimensão que durante os seus primeiros anos de atividade aínda atraiu algum público; nos anos 90, com a abertura das superfícies comerciais de maior dimensão e respetivas salas, não conseguiu encontrar argumentos nem armas para sobreviver. O Cinema Pedro Cem encerrou em 1997, estando desde então à venda.

Localização: Rua Júlio Dinis nº 103

3.4.13

Charlot (Porto)


 Shopping Center Brasília, local onde se encontra a sala de cinema Charlot

Interior do Charlot

(Fotografias retiradas de http://viladoconde4.blogs.sapo.pt)

O Cinema Charlot localizado no interior do Shopping Center Brasília, foi inaugurado em 1977. Era uma sala moderna e confortável e assim se manteve até à data do seu encerramento em 2001. Reabriu, temporariamente, ao público em Novembro de 2006 para uma exposição comemorativa dos 30 anos do Shopping.

Localização: Praça de Mouzinho de Albuquerque

2.4.13

Estúdio Foco (Porto)


Estúdio Foco

(Fotografia da autoria de Teodosio Dias)

O Estúdio Foco foi uma sala de cinema que nasceu em 1973. Como o nome indica, foi mais uma de muitas salas com caraterísticas de sala estúdio, inauguradas nos anos 70. A abertura da sala foi feita no dia 27 de Outubro com uma apresentação à imprensa, e a abertura ao público viria a acontecer no dia 8 de Novembro. 
A sua lotação de 428 lugares e a comodidade da sala fizeram do Foco uma das mais apreciadas salas da cidade do Porto, mas foi a direção de programação de Lauro António que mais contribuiu para o seu sucesso.
O Estúdio Foco foi resistindo a uma morte anúnciada mais tempo do que a maior parte das salas do centro do Porto, sendo uma das últimas em atividade aquando do seu encerramento em 1997. Atualmente, continua encerrada e em estado de abandono.

Localização: Rua Afonso Lopes Vieira nº 54

3.3.13

Nun´Álvares (Porto)


Fachada do Cinema Nun´Álvares

(Fotografia retirada de despertar o sótão)

O Cinema Nun´Álvares, inaugurado em 1949, foi desde sempre uma ilustre sala de cinema representativa do bairro da Boavista. Encerrou em 2005 devido à fraca afluência de público. Reabriu em 2009 com nova gerência e apostando essencialmente no cinema independente, tentando desta forma fugir à concorrência direta dos centros comerciais. Ficou conhecido como o último cinema de bairro no Porto, por ser o último cinema de rua a resistir. Em 2011 encerraria de novo devido a enormes dificuldades financeiras que impossibilitaram a continuação do projeto. Em Dezembro de 2012, a sala foi utilizada para a exibição de um ciclo de cinema documental adivinhando, deste modo, o arranque de um novo projeto em 2013.

Localização: Rua Guerra Junqueiro nº 489

1.11.12

Olympia (Porto)


Fachada do Cinema Olympia

O Cinema Olympia foi inaugurado a 18 de maio de 1912 e, na altura, foi batizado de cine-teatro. Henrique Alegria foi o responsável pela construção da sala e foi ele quem durante os primeiros anos de vida geriu o espaço em parceria com a Invicta Filmes.
Durante os anos 10, 20 e 30 foram comuns na sua programação as estreias de cinema alemão. É bom relembrar que até aos anos 30 a Alemanha era uma das principais potências cinematográficas.
A sala tinha lotação para 600 pessoas e foi classificada como tendo instalações modernas e luxuosas. Para além das sessões de cinema, o Olympia também recebeu eventos musicais e peças de teatro. Depois de ter sido comprado pela empresa Neves & Pascaud continuou a prosperar. Durante os anos 60 teve uma programação muito virada para os westerns, na década de 70 para o cinema de ação e de artes marciais, seguindo a tendência da época.
Durante os anos 80, nos últimos anos de vida como cinema, chegou mesmo a passar filmes porno. Mas o cinema já se encontrava em fase de decadência e acabaria por fechar portas reabrindo como bingo.
A crise dos últimos anos levou ao seu encerramento em 2010, permanecendo até hoje de portas fechadas à espera de um projeto que lhe dê uma nova vida.

Localização: Rua Passos Manuel

1.7.12

Águia D´Ouro (Porto)

Fachada do Cinema Águia D´Ouro

Fachada do Hotel que atualmente ocupa o edifício do antigo cinema

(Fotografias retiradas dos sites grandeportoonline e cinemasdoporto)


Em janeiro de 1839, o Águia D'Ouro abriu as suas portas como café, tendo sido frequentado por clientes famosos como Camilo Castelo Branco e Antero de Quental. Aínda no século XIX passou a existir um teatro que partilhava com o café o espaço do edifício, embora as entradas fossem separadas. Em agosto de 1907 foram levadas a cabo as primeiras sessões de cinematógrafo e em 1908 o teatro acabaria por dar lugar ao cinema. Em 15 de setembro de 1930 inaugurou o cinema sonoro com o filme "All That Jazz". Em 7 de fevereiro de 1931, e após obras de remodelação, viu o interior modernizado e ganhou uma nova fachada. O Águia era nos anos 30 considerado uma das melhores salas do Porto.
Durante os anos 80 o café viria a falir e a ausência de espetadores ditou o encerramento do cinema em dezembro de 1989. Durante duas décadas o edificío foi votado ao abandono atingindo um estado de ruína bastante acentuado. Durante este período foi comprado pela empresa Solverde com o objetivo de ali abrir um Bingo, mas o  projeto foi reprovado pela Câmara. Finalmente, em agosto de 2006 a Solverde põe o imóvel à venda e o mesmo viria a ser adquirido por uma cadeia de hotéis que após obras de restauro da fachada e renovação do interior fez renascer das cinzas o edifício. Em outubro de 2011 o novo Hotel abriu portas. Na decoração do interior podem ser vistas algumas peças recuperadas dos escombros, tais como, suportes de partituras, microfones, bobines de filmes e posters entre outros.

Localização: Praça da Batalha nº 32



6.2.12

Batalha (Porto)

Interior do Cinema Batalha


Cinema Batalha


Cine-teatro Batalha, na Praça da Batalha


(Fotografias retiradas do livro "Cinemas de Portugal")


Inaugurado a 3 de Junho de 1947, segundo o projeto do arquiteto Artur Andrade, o Batalha foi construído no local do antigo Salão 'High Life', outra mítica sala de cinema portuense. Foi uma inauguração polémica à data, devido ao excesso de zelo por parte do estado novo que mandou destruir um mural da autoria de Júlio Pomar que se encontrava no foyer e que foi apelidado de subversivo. Destino não menos polémico teve o magnífico mural da fachada, delapidado pela ignorância dos senhores do poder devido ao facto de ter nele representados uma foice e um martelo. O edifício foi concebido para albergar, para além da sala principal com capacidade para 950 espectadores, um auditório apelidado de Sala Bébé com capacidade para 135 espectadores, dois bares e um restaurante com esplanada. Em 2000 fechou devido à forte concorrência dos multiplex dos centros comerciais, mas em Maio de 2006 reabriu graças a uma parceria entre a Câmara do Porto e a Associação de Comerciantes. O espaço foi reformulado sendo modernizado de forma a proporcionar maior conforto aos visitantes. A nova configuração reduziu a capacidade da sala principal para 935 espectadores e o pequeno auditório passou a poder acolher 100 espectadores. O restaurante permaneceu mas um dos dois bares foi encerrado. Em 31 de Dezembro de 2010, tendo finalizado o contrato de gestão, o Gabinete Comércio Vivo entregou o edifício aos proprietários, estando o mesmo encerrado desde então. Esperemos que a voz dos portuenses se faça mais uma vez ouvir para salvar o Batalha, tal como aconteceu com o Coliseu e o Rivoli.


Localização: Praça da Batalha nº 47

2.11.10

Rossio Palace (1910 - 1914)


Palácio Regaleira, onde se situava o Cinema Rossio Palace

Em 1910, pouco antes da implantação da República abria ao público o cinema Rossio Palace. Situava-se no 2º andar do Palácio Regaleira no Largo de São Domingos em frente à igreja com o mesmo nome a dois passos do Rossio. O Palácio deve o nome ao seu proprietário, o Conde de Regaleira e na época para além do cinema no 2º piso nele se localizava também um Centro Repúblicano que ocupava o 1º piso. Apesar da localização bastante central o Rossio Palace esteve aberto ao público apenas durante 4 anos. Como sucedeu com outras salas de pequenas dimensões suas contemporâneas, era frequente após o final das sessões nocturnas e já a adiantadas horas da noite a exibição de filmes pornográficos. Apesar do cinema já não existir o palácio ainda lá está para quem o quiser apreciar, em excelente estado de conservação com uma fachada bastante cuidada.

Localização: Largo de São Domingos nº 15

10.2.10

Saldanha Residence (1998 - 2011)


Galerias Saldanha Residence


Fachada das Galerias Saldanha Residence


Inauguradas em 1998, as Galerias Saldanha Residence possuem 4 salas de cinema, que curiosamente se chamam Monumental Saldanha. Isto deve-se ao facto destas salas serem uma extensão das 4 salas do complexo de cinemas do Monumental, daí serem denominadas por salas 5, 6, 7 e 8. A Sala 5 tem capacidade para 150 pessoas; a sala 6 tem capacidade para 201 espectadores; a sala 7 pode acomodar 124 espectadores e a sala 8 tem uma capacidade de 137 lugares. As inúmeras notas negativas por parte dos criticos e dos frequentadores em relação à comodidade e qualidade das salas bem como as vibrações e o ruído provocados pela proximidade do túnel do Metro acabaram por ditar o encerramento das salas em Maio de 2011.


Localização: Av. Fontes Pereira de Melo Nº 42 E

29.1.10

Mundial (1965 - 2004)


Cinema Mundial

Inaugurado a 22 de Setembro de 1965, o Cinema Mundial localizado no bairro de Picoas, acompanhou durante 4 décadas a evolução dessa zona central de Lisboa. Tornou-se sistema multisalas com 3 salas, sendo a sala 1 a maior e principal. Foi sabendo sempre adaptar-se enquanto à sua volta iam crescendo os arranha-céus e as superfícies comerciais e se multiplicavam as torres de escritórios. Entrou no novo milénio já sem a afluência de público de outras épocas, e em 2004 acabaria por encerrar e perder a guerra com os complexos multisalas dos centros comerciais que foram abrindo na zona. Em 2005 foi convertido em teatro mas a partir de 2006 deixou de ter um programa contínuo, encerrando quase em definitivo.

Localização: Rua Martens Ferrão nº 12A

25.1.10

Pathé (1973 - 1987)


Cinema Imperial, posteriormente Pathé

Fachada do Pathé, antigo Imperial

Edifício do cinema Pathé na actualidade


(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


Em 19 de Dezembro de 1973 o antigo Cinema Imperial foi substituido por um novo edifício. Uma mudança radical que fez também regressar o nome original de Pathé. Posteriormente regressaria ao nome Imperial. Após novas alterações, em que foi melhorada a comodidade e realizadas outras melhorias, reabriu ao público como Cinema Pathé, passando de sala de reprise a cinema de estreia, acompanhando os mais prestigiosos cinemas de Lisboa. Nos anos 80 começou a perder público progressivamente e acabaria por encerrar. No início dos anos 90 funcionou como discoteca e mais tarde acabaria por fechar. Actualmente o edifício está emparedado e abandonado à espera de melhores dias.

Localização: Rua Francisco Sanches nº 154

11.1.10

ABCine (1977 - 1992)


Vista da Praça de Alvalade com o Centro Comercial Alvalade e o ABCine em destaque

Fachada do Centro Comercial Alvalade, onde se localizava o ABCine

O ABCine iniciou a sua actividade em 1977, quando foi inaugurado o Centro Comercial Alvalade. O Centro Comercial Alvalade pertenceu à primeira geração de centros comerciais da capital e quando foi inaugurado era o maior da cidade. Foi uma verdadeira coqueluche da capital dos anos 70 e 80, conjugando o conceito à altura inovador, de juntar cinemas, lojas e restauração. As 82 lojas ofereciam uma variedade que se tornou um pólo de atracção do bairro de Alvalade. O ABCine teve durante bastante tempo um público fiel, apesar do gigante vizinho Cinema Alvalade. Quando começou a perder algum público a administração decidiu criar uma segunda sala e mudar o nome para Hollywood, como forma de rentabilizar o espaço e criar uma maior oferta. Com o aparecimento dos grandes centros comerciais nos anos 90, muitas das lojas começaram a fechar e os cinemas acabaram por ter a mesma sorte. Apesar de já não ter cinemas, o C.C. Alvalade vai-se mantendo aberto, hoje em dia com muito menos lojas a funcionar mas ainda assim resistindo. Existe um projecto para levar a cabo uma renovação profunda no centro, mas desconhece-se se os planos incluirão a abertura de alguma sala de cinema.

Localização: Praça de alvalade nº 6 D

10.1.10

Odéon (1927 - 1993)


Vista geral do interior do Cinema Odéon

Interior do Cinema Odéon

Fachada do Cinema Odéon

Cinema Odéon

Fachada do Cinema Odéon na actualidade

Planta original do Cinema Odéon

Fachada do Odéon


(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Cinemas de Portugal")


O Cinema Odéon é a última maravilha Art Deco clássico existente na cidade de Lisboa. O Odéon foi inaugurado em 1927. Foi modernizado em 1931 recebendo as galerias metálicas que ainda hoje o caracterizam. O interior é notável, com uma cobertura em madeira escura pau-Brasil na forma da quilha de navio, o palco com frontão Art Deco, e o lustre central com raios de luzes néon. Composto por plateia, dois balcões e camarotes, pode acomodar 691 espectadores. Possui também um mecanismo que permite que a sala seja iluminada com luz natural se assim se desejar. Na segunda metade dos anos 80 passou a exibir sessões de cinema porno e já nos anos 90 viria a encerrar. Actualmente está no meio de uma batalha judicial entre as autoridades, que prentendem a sua requalificação e classificação como património de interesse histórico e cultural, e o seu proprietário que se recusa a negociar e a fazer as obras de restauro propostas pelo IGESPAR e pelo IPPAR.

Localização: Rua dos Condes nº 2

9.1.10

Olympia (1911 - 2001)

Planta do Cinema Olympia

Cinema Olympia na actualidade

Fachada do Cinema Olympia

Interior completamente lotado do Olympia

(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")



O eixo que atravessa a Rua dos Condes e a Rua das Portas de Santo Antão sempre teve um papel importante na vida cultural da cidade de Lisboa com inúmeras salas de espectáculo desde sempre ali sediadas. Os Condes de Castelo Melhor antes de 1755, tiveram o seu primeiro Palácio no sítio que hoje vemos limitado pela Rua dos Condes e pela travessa de Santo Antão. A seguir, pela actual Avenida da Liberdade acima até ao Largo da Anunciada, estendia-se outro Palácio, o dos Condes da Ericeira. E onde temos hoje o Ateneu Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Antão, ficava a morada dos Condes de Povolide. É natural, portanto, que toda aquela zona ficasse conhecida pelo sítio "dos Condes" e que a rua viesse a ter o mesmo nome.
Os Condes da Ericeira eram donos da maior parte do sítio onde existe hoje a Rua dos Condes até ao Largo da Anunciada. Já nessa época, se representava por ali no Pátio das Hortas dos Condes. Veio porém o terramoto e nem os Palácios resistiram. O Solar dos fidalgos ericeirenses foi destruído pelo terramoto de 1755. Logo no ano seguinte, pensou-se edificar numa parte do terreno um teatro. O Arquitecto italiano Petronio Manzoni encarregou-se do projecto, e ali surgiu o chamado Teatro da Rua dos Condes, que começou a funcionar em 1765. As gravuras da época mostram um edifício com vários camarotes. O Cinema Olympia foi inaugurado a 22 de Abril de 1911. Era composto por salões para concertos e para exibições animatográficas, um gabinete para leitura e um restaurante. Até 1975 foi um espaço consagrado ao cinema nacional, tendo também sido utilizado para peças de teatro e conferências. O Olympia tinha capacidade para 539 espectadores. Após o 25 de Abril entrou começou a exibir filmes pornográficos. Acabaria por ser definitivamente abandonado em 2001. O encenador Filipe La Féria comprou o espaço em 2008. No início de 2010 está prevista a reabertura do Olympia depois de obras de restauro. O projecto engloba para além da sala de espectáculos renovada e com nova tecnologia de som e luzes, também uma escola de artes cénicas.

Localização: Rua dos Condes nº 13

27.12.09

222 (1979 - 2005)


Interior do 222

Interior da sala

Fachada do Cine-Estúdio 222

O Cine-Estúdio 222 nasceu em 1979, tendo sido um cinema sempre associado aos filmes alternativos mais do que aos filmes do circuito comercial de grandes massas. Passou durante algum tempo películas indianas provenientes de Bollywood. No início do novo milénio as condições da sala degradaram-se e obrigaram a distribuidora a abandonar o 222. Fechou em 2005 à espera de verbas para remodelações e assim permanece até hoje. A pequena galeria comercial que partilha o edifício com a sala de cinema vai mantendo as lojas abertas. Lembro-me de lá ter visto "Um Lobisomem Americano em Paris" e de ter entrado com a ideia de ir ver um filme de terror e sair a rir imenso, com a sensação de ter valido a pena, por ter visto um misto de comédia e terror.

Localização: Av. Praia da Vitória nº 37

444 (1966 - 1988)


Fachada do Estúdio 444

(Fotografia Retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

O Estúdio 444 foi uma pequena sala de cinema que obteve algum sucesso durante os anos 60, 70 e 80, mas não sobreviveu à nova era dominada pelos complexos multi-salas. Foi inaugurado a 26 de Abril de 1966. Acabou desactivado e quase esquecido. Quem mora na zona do Saldanha e da Estefânia ainda se recorda deste cinema.

Localização:Av. Defensores de Chaves nº 93 B

26.12.09

Twin Towers (2002 - 2008)


Cinemas Filmitalus

Fachada das Twin Towers de Sete-Rios

Twin Towers


Inauguradas em 1998 as Twin Towers de Sete-Rios destacam-se pela envergadura do projecto. As torres têm 28 pisos cada, sendo os mais altos destinados a habitação e escritórios e nos pisos térreos uma galeria comercial na qual estão inseridas as salas de cinema Filmitalus. Tinham tudo para dar certo devido à localização junto à estação de comboios e de metro de Sete-Rios e à estação central de camionagem, e pelo facto de estarem localizadas junto a 4 hotéis e numa zona cheia de edifícios de escritórios de grandes dimensões. Mas o mau planeamento urbano e políticas erradas por parte dos responsáveis do Centro Comercial acabaram por ditar a morte destes cinemas e a quase morte anunciada a breve trecho do próprio Centro. Os ramais de acesso ao eixo norte-sul isolaram o acesso às torres do lado das estações de comboio e de metro, não deixando passeios que permitam aos peões aceder de forma segura às torres sem terem de dar uma volta enorme. As lojas vocacionadas apenas para um público de classe média alta e alta acabaram por fechar todas devido a falta de clientes e mais tarde os cinemas tiveram a mesma sorte. Subsistem o supermercado e um restaurante japonês que se mantêm devido ao número de pessoas que trabalham nas torres de escritórios da zona e que lá vão almoçar.
Localização: Rua de Campolide nº 33

16.12.09

Capitólio (1931 - 1980)


Balcão do Capitólio

Interior do Cinema Capitólio

Interior do Capitólio

Fachada do Capitólio

Planta original da sala

O Capitólio na actualidade


(Fotografias e planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Cinemas de Portugal")


O Capitólio abriu portas em 1931, levando o cinema até ao Parque Mayer, que até aí tinha privilegiado a construção de teatros. Foi um sucesso pela modernidade e monumentalidade do projecto. Possuía um terraço, bastante concorrido ao qual se tinha acesso através de tapetes rolantes, o que constituía uma novidade absoluta na época. A sala era imensamente grande, podendo acomodar 2000 espetadores. Alguns anos depois da sua inauguração e após obras de modernização, a lotação foi reduzida para 1391 lugares. Os melhoramentos consistiram ainda na reconstrução da cabine de projeção, construção de um balcão, 27 camarotes e 4 frisas. Com a entrada em decadência do Parque Mayer, também o Capitólio acabaria por perder público e encerrar no início dos anos 80. Em 1983 foi decalarado imóvel de interesse público, mas nada foi feito desde essa altura para evitar que o abandono e a ruína tomasse conta do edifício. No novo milénio surgiu um projecto de grande envergadura destinado a reconverter o Parque Mayer e devolver ao espaço as luzes e público de outrora, mas no projecto estava prevista a demolição do capitólio com vista à construção de novas infra-estruturas. Um grupo de cidadãos lutou para que tal não acontecesse e conseguiu que o Capitólio fosse inserido no "World Monuments Fund", na lista dos 100 edifícios de interesse histórico mais ameaçados. Esta acção levou a que actualmente a C.M.L. tomasse a decisão de manter o Capitólio em pé e abrisse um concurso internacional para a restauração do mesmo segundo o projecto original do arquitecto Luis Cristino da Silva.

Localização: Travessa do Salitre - Parque Mayer

13.12.09

Quarteto (1975 - 2007)


O Quarteto na actualidade

Fachada dos Cinemas Quarteto

(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)

O Quarteto nasceu numa garagem em Entre-Campos, no dia 21 de Novembro de 1975 e foi o primeiro complexo multisalas de Lisboa.
Teve bastante sucesso até aos anos 90 com um público fiel, mas começou a entrar em declínio no novo milénio. A 16 de Novembro de 2007 o espaço foi encerrado na sequência de uma vistoria da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por não reunir todas as condições de segurança, nomeadamente, saídas de emergência em número suficiente, sistema de detecção de incêndios e revestimento de paredes e pavimento com materiais inflamáveis. As obras necessárias para a reabilitação do espaço eram incomportáveis para a gerência, que acabou por optar pelo encerramento defínitivo.

Localização: Rua Flores de Lima