(Fotografia retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)
14.12.09
Belém Jardim (1933 - 1968)
(Fotografia retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)
13.12.09
Quarteto (1975 - 2007)
O Quarteto na actualidadeLocalização: Rua Flores de Lima
12.12.09
Salão Portugal (1928 - 1972)
Planta
Salão Portugal na actualidade(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa)
O Salão Portugal foi inaugurado em 1928. Localizado no bairro da Ajuda gozou de grande popularidade até aos anos 50. Em 1936 sofreu obras de remodelação e melhoramentos. Não conseguiu fugir ao rótulo de cinema piolho apesar da sua fachada trabalhada, balcão para a nobreza residente no bairro e grandes candelabros e tinha capacidade para 510 espectadores. No inicio dos anos 50 começou a entrar em decadência e acabou mesmo por fechar. No início do novo milénio o edifício foi restaurado, mantendo a sua fachada original para receber a nova sede do Comité Olímpico de Portugal, que viria a ser inaugurada em Maio de 2000.
Localização: Travessa da Memória nº 36
Restelo (1959 - 1989)
Localização: Av. Torre de Belém nº 7
Chiado Terrasse (1908 - 1972)
Interior do Chiado TerrasseO Chiado Terrasse foi inaugurado a 12 de Junho de 1908. Tinha capacidade para 650 espectadores e inicialmente funcionou como Animatógrafo ao ar livre. Era destinado a um público mais aristocrata, uma vez que os espectadores dispunham de um serviço de restaurante. Transformou-se desde o inicio num sucesso, pelas suas instalações, pelos seus programas, pela sua variedade e pelo êxito do Animatógrafo "falado".
Em 1910, iniciam-se obras de melhoramento na sala, e é construída também uma esplanada. Em 1911, o arquitecto Tertuliano de Lacerda Marques redesenhou a fachada. A partir de 1916 são feitas novas alterações no edifício, dando-lhe o aspecto exterior que manteria até ao seu encerramento, bem como a construção de um pequeno palco, que seria utilizado mais tarde por uma companhia de revista. Em 1921 passou a apresentar também números de variedades. Nos anos 30 foi remodelado internamente, em estilo Art-Deco. Encerrou portas em 1972 e posteriormente foi adquirido por um banco que demoliu por completo os interiores para o transformar num edifício de escritórios.
Localização: Rua António Maria Cardoso
11.12.09
São Luiz (1911 - 1965)
(Planta e Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa"))
O São Luiz alternou ao longo da sua vida as funções de Teatro e Cinema. Foi inaugurado em 22 de Maio de 1894, tendo então o nome Teatro Dona Amélia. O projecto do arquitecto francês Louis Reynaud, conferiu-lhe um ar "parisiense" e cosmopolita. Localizado no Chiado, que era o centro intelectual e cultural da cidade, foi um sucesso logo de início. A sua lotação para 939 espectadores conferia-lhe estatuto de gigante. As primeiras projecções de animatógrafo lá realizadas datam de 1896 mas só em 1911 começou a partilhar regularmente o cinema com o teatro.
Com a queda da monarquia e fuga da família real em 1910, a sala é rebaptizada, passando então a chamar-se Teatro República.
Em 1914 um incêndio destruiu por completo o teatro. Foi reconstruído pelo arquitecto Tertuliano Marques seguindo a traça original, tendo a sala sido reaberta a 16 de Janeiro de 1916.
Em 1928 o teatro foi novamente remodelado, desta feita para adaptação a cinema, passando a chamar-se São Luiz Cine, tendo estreado com a projecção do filme "Metropolis", de Fritz Lang. Em 1930, foi modernizado, passando a ser o primeiro cinema sonoro de Portugal.
A partir de 1960 o cinema começou a perder público, o que levou ao regresso, sem sucesso, do teatro. Em 1971, já quase sem público, a sala acabou por ser comprada pela Câmara Municipal de Lisboa, passando a ter o nome de Teatro Municipal de São Luís. Inicia-se então um longo período de altos e baixos, em que nenhum projecto cultural consegue trazer à sala a importância de outrora.
Em 1998 é iniciada uma grande obra de remodelação e ampliação do teatro. É remodelada a sala principal, o palco e são criadas novas zonas de apoio - uma sala estúdio, um café-concerto e um restaurante.
Localização: Rua António Maria Cardoso
8.12.09
Terminal (1977 - 1990)
O Terminal situado dentro da estação de comboios do Rossio, teve um breve sucesso durante os anos 70 e 80 juntamente com o centro comercial onde se inseria, mas o público foi diminuindo e com a remodelação da estação acabou por ficar excluído do novo projecto. A sala tinha 295 lugares.
Localização: Rua Primeiro de Dezembro
Salão Lisboa (1916 - 1972)
(Fotografias Retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)
Representante máximo dos cinemas piolho, o Salão Lisboa abre as suas portas em 1916.
Em 1928, iniciam-se obras de melhoramento no seu interior, como forma de corresponder às exigências do público e ao aparecimento de novas salas.
Em 1932 efectuam-se novas alterações, principalmente na fachada. A sua lotação era de 510 espectadores.
Em 1972, o Salão Lisboa suspende a sua exploração cinematográfica, passando aí a funcionar um armazém de revenda que, no entanto, continuou a manter na frontaria o nome de Salão Lisboa.
O edifício do Salão Lisboa ainda lá está mas toda a zona do Martim Moniz foi alterada e hoje em dia o centro da praça possui quiosques e fontes. Em cada lado da praça encontram-se os Centros comerciais da Mouraria e do Martim Moniz enquanto no topo sul da Praça existe actualmente um Hotel. À volta do Salão Lisboa também tudo mudou, com as demolições de tudo à sua volta. Nada escapou, nem mesmo marcos históricos da cidade como a igreja do Socorro e o Arco do Marquês de Alegrete. É uma sorte o Salão Lisboa ter escapado até hoje à fúria demolidora da modernidade e especulação imobiliária.
Estrela (1968 - 1977)
( Fotografia nº 1 retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)
Ao contrário do que o nome parece indicar, quem quiser encontrar o Cine Estrela não se deverá deslocar ao bairro histórico da Estrela, mas sim à Charneca do Lumiar. Este cinema era mais um dos famosos cinema piolho. Localizado no limite norte da cidade, não sobreviveu para ver o asfalto chegar às estradas da zona nem para ver o início da reabilitação da mesma. O jardim do Campo das Amoreiras mesmo à sua frente foi todo renovado e é um espaço muito agradável para passear. Possui um anfiteatro e um coreto que foi totalmente restaurado. Talvez um dia o edifício emparedado do Cine Estrela seja também ele restaurado e aproveitado como espaço cultural. A 2ª fotografia foi tirada por mim numa breve passagem pelo local.
7.12.09
Éden Cinema Alcântara (1918 - 1971)
O Éden de Alcântara nada tinha a ver com o famoso Éden nos Restauradores, como se pode facilmente ver pela fotografia. Este representante dos cinemas piolho servia o público do bairro industrial e fabril de Alcântara, muito antes da zona se tornar centro de atracção nocturna com os seu bares e discotecas. Foi inaugurado em 1918 e a sua lotação era de 568 espectadores. O Éden já não existe assim como as fábricas que se mudaram para zonas fora do centro da cidade.
Localização: Rua do Alvito nº 4
6.12.09
Cinearte (1940 - 1981)
Fachada actual do cinearte
Fachada do Cinearte(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa, do livro "Cinemas de Portugal" e do Arquivo Fotográfico da Fundação Calouste Gulbenkian)
Localização: Largo de Santos nº 2
Animatógrafo do Rossio (1907 - 1989)
Fica situado junto ao Arco da Bandeira, no Rossio, e possui uma fachada com formas de madeira esculpida e pintada, enquadrando painéis de azulejos figurativos (da autoria de M. Queriol). Ao centro tem a bilheteira e a entrada faz-se pela porta da direita e a saída pela porta da esquerda. Tem lotação para 226 espectadores. Desde a década de 90 que este cinema tem sido utilizado como sex-shop.
Localização: Rua dos Sapateiros nº 229
Paraíso (1904 - Actualidade)
Planta dos Balcões
(Fotografias e Plantas retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa)
Foi o primeiro salão concebido para a exibição cinematográfica.
No ano de 1904, João Freire Correia adquire um recinto abandonado na Rua do Loreto, inaugurando aí o Salão Ideal.
Entre 1904 e 1908, assistiu-se a um verdadeiro sucesso deste espaço; no entanto, em 1908, começa um período de declínio na frequência do público, em grande parte devido à abertura de novas salas.
Júlio Costa, considerado o primeiro industrial de cinema e responsável pela Empresa Cinematográfica Ideal, adquiriu juntamente com João Almeida, o barracão e anexos do cinema, fundando a empresa Almeida & Costa.
O espaço foi renovado, originando um ambiente mais acolhedor de forma a atrair os espectadores que tinha perdido.
A grande atracção da altura foi a introdução do “cinematógrafo falado”, que consistia num grupo de pessoas que atrás da tela iam fazendo os ruídos e sons adequados ao filme.
O sucesso foi tal que, segundo Júlio Costa, o elevador que ligava o Camões à Estrela, viu-se muitas vezes obrigado a suspender o seu percurso devido à multidão que impedia a sua passagem.
Em 1912, já com a sociedade de Júlio Costa e Carlos Carvalho, efectuaram-se novas obras de remodelação, introduzindo-se também um quarteto que acompanhava os filmes e animava musicalmente os intervalos.
Já com o nome de Cine Camões o espaço dedicou-se ao cinema indiano e depois, com o actual nome de Cine Paraíso, teve um curto período com a programação assegurada pela cooperativa cinema novo (do fantas) até se tornar um dos cinemas porno de Lisboa.
Localização: Rua do Loreto nº 15
Vasco da Gama (1999 - Actualidade)
Inaugurado em 1999, o Centro Comercial Vasco da Gama faz parte integrante da nova zona ribeirinha de Lisboa conhecida como Parque das Nações. Com uma população actual de 10 000 habitantes é a zona com maior crescimento demográfico da cidade na última década e surgiu depois da Expo 98. O Centro possui 6 salas de cinema e tem muito movimento devido à sua localização previligiada em termos turísticos e de lazer, e excelente acessibilidade de transportes.



































