19.12.09

Ginásio (1925 - 1989)


Interior do Cinema Ginásio

Palco do Ginásio

Cinema Ginásio

Planta original

Fachada do Cinema Ginásio


(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")



O Ginásio tal como o seu vizinho Trindade repartiu ao longo da sua existência o papel de Cinema e Teatro. O Teatro Ginásio abriu em 1846. Foi remodelado em 1852 para se tornar mais cómodo. Em 1921 sofreu um incêndio que o destruiu, sendo reconstruído e continuando a sua actividade como teatro até 1925, ano em que foi convertido em cinema, actividade essa que manteve até ao inicío dos anos 50, altura em que foi declarado Cine-Teatro o que obrigava a uma temporada de 3 meses de teatro por ano. Possuía um sistema mecânico ultra inovador para a época que fazia girar as cadeiras sobre si mesmas transformando a sala num enorme salão de dança para bailes. A sua capacidade é de 1335 espectadores. Nos anos 80 foi desmantelado e procedeu-se à demolição do interior, mantendo a fachada. Nos anos 90 passou a funcionar como centro comercial. O século XXI trouxe uma nova vida ao Ginásio que viu o interior novamente renovado passando a funcionar como teatro.

Localização: Rua Nova da Trindade

17.12.09

Trindade (1913- 1962)


Interior da sala principal

Interior do Trindade

Fachada do actual Teatro da Trindade

Planta Original do Cinema Trindade

O Trindade na actualidade

(Planta retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

A história do Trindade divide-se entre o teatro e o cinema. O Teatro da Trindade foi inaugurado no Bairro Alto em 1867. Anexo ao Teatro foi construído o Salão Trindade para receber bailes, concertos e conferências. Com o sucesso crescente do Cinema, o Teatro passou a Cinema em 1913. A sua lotação é de 737 lugares. Em 1921 foi comprado pela Anglo Portuguese Telephone Company, que demoliu o Salão Trindade. Mais tarde foi adquirido pelo empresário José Loureiro que o restaurou e reabriu no início de 1924. No início dos anos 60 o Cinema começou a perder público e quando em 1962, passou a ser pertença da FNAT, uma instituição do estado, foi de novo reconvertido em Teatro. O actual dono, o INATEL, herdou o teatro em 1975 e tem dado boa conta do recado; não só tem mantido o edifício em actividade e sempre bem preservado, como ainda criou a Sala Estúdio, um Bar e o Salão Nobre.

Localização: Largo da Trindade nº 7

16.12.09

Capitólio (1931 - 1980)


Balcão do Capitólio

Interior do Cinema Capitólio

Interior do Capitólio

Fachada do Capitólio

Planta original da sala

O Capitólio na actualidade


(Fotografias e planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Cinemas de Portugal")


O Capitólio abriu portas em 1931, levando o cinema até ao Parque Mayer, que até aí tinha privilegiado a construção de teatros. Foi um sucesso pela modernidade e monumentalidade do projecto. Possuía um terraço, bastante concorrido ao qual se tinha acesso através de tapetes rolantes, o que constituía uma novidade absoluta na época. A sala era imensamente grande, podendo acomodar 2000 espetadores. Alguns anos depois da sua inauguração e após obras de modernização, a lotação foi reduzida para 1391 lugares. Os melhoramentos consistiram ainda na reconstrução da cabine de projeção, construção de um balcão, 27 camarotes e 4 frisas. Com a entrada em decadência do Parque Mayer, também o Capitólio acabaria por perder público e encerrar no início dos anos 80. Em 1983 foi decalarado imóvel de interesse público, mas nada foi feito desde essa altura para evitar que o abandono e a ruína tomasse conta do edifício. No novo milénio surgiu um projecto de grande envergadura destinado a reconverter o Parque Mayer e devolver ao espaço as luzes e público de outrora, mas no projecto estava prevista a demolição do capitólio com vista à construção de novas infra-estruturas. Um grupo de cidadãos lutou para que tal não acontecesse e conseguiu que o Capitólio fosse inserido no "World Monuments Fund", na lista dos 100 edifícios de interesse histórico mais ameaçados. Esta acção levou a que actualmente a C.M.L. tomasse a decisão de manter o Capitólio em pé e abrisse um concurso internacional para a restauração do mesmo segundo o projecto original do arquitecto Luis Cristino da Silva.

Localização: Travessa do Salitre - Parque Mayer

14.12.09

Belém Jardim (1933 - 1968)


Fachada do Belém Jardim

(Fotografia retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

O Cinema Belém Jardim nasceu em 1933 e teve um percurso curioso durante o seu tempo de actividade. Nos primeiros anos de vida cumpriu a sua função sem grandes sobressaltos, mas com a segunda guerra mundial passou por um episódio insólito. Devido às vicissitudes da guerra foi transformado em depósito de cereais com destino à Suíça. Curiosamente no pós-guerra as autoridades acharam por bem devolvê-lo à população e ao seu papel cultural, reabrindo como cinema. Nos anos 60 começou a entrar em declínio e acabou por encerrar definitivamente.

Localização: Rua do Bom Sucesso nº 25

13.12.09

Quarteto (1975 - 2007)


O Quarteto na actualidade

Fachada dos Cinemas Quarteto

(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)

O Quarteto nasceu numa garagem em Entre-Campos, no dia 21 de Novembro de 1975 e foi o primeiro complexo multisalas de Lisboa.
Teve bastante sucesso até aos anos 90 com um público fiel, mas começou a entrar em declínio no novo milénio. A 16 de Novembro de 2007 o espaço foi encerrado na sequência de uma vistoria da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por não reunir todas as condições de segurança, nomeadamente, saídas de emergência em número suficiente, sistema de detecção de incêndios e revestimento de paredes e pavimento com materiais inflamáveis. As obras necessárias para a reabilitação do espaço eram incomportáveis para a gerência, que acabou por optar pelo encerramento defínitivo.

Localização: Rua Flores de Lima

12.12.09

Salão Portugal (1928 - 1972)

Interior da Sala

Planta

Salão Portugal actual sede do C.O.P.

Salão Portugal

Salão Portugal na actualidade


(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa)

O Salão Portugal foi inaugurado em 1928. Localizado no bairro da Ajuda gozou de grande popularidade até aos anos 50. Em 1936 sofreu obras de remodelação e melhoramentos. Não conseguiu fugir ao rótulo de cinema piolho apesar da sua fachada trabalhada, balcão para a nobreza residente no bairro e grandes candelabros e tinha capacidade para 510 espectadores. No inicio dos anos 50 começou a entrar em decadência e acabou mesmo por fechar. No início do novo milénio o edifício foi restaurado, mantendo a sua fachada original para receber a nova sede do Comité Olímpico de Portugal, que viria a ser inaugurada em Maio de 2000.

Localização: Travessa da Memória nº 36


Restelo (1959 - 1989)


Planta da 1ª Plateia

Planta da 2ª Plateia

Planta do Balcão

Cinema Restelo e Torre de Belém

Cinema Restelo

 
(Fotografias e Plantas retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


O Cinema Restelo foi inaugurado nos anos 50 para servir a população da zona ocidental da cidade que carecia de espaços para a 7ª arte. Inserido numa das zonas mais nobres da cidade, no bairro de vivendas do Restelo e junto à zona histórica de Belém, teve sempre mais público local do que eventuais turistas de visita aos marcos históricos seus vizinhos. A sala tinha, para além da plateia, dois balcões. Embora o edifício não tivesse a beleza de outras salas de cinema da cidade, a sua entrada despertava a atenção pelas inúmeras plantas exóticas, nomeadamente cactos que compunham um pequeno jardim. A sua capacidade era de 1260 espetadores. Possuia uma bola de espelhos que a média luz produzia um efeito de grande beleza na sala. Sofreu obras de remodelação nos anos 70 e viu a lotação reduzida para 1052 lugares. No final dos anos 80 encerrou e acabou por ser substituído por um supermercado e escritórios.

Localização: Av. Torre de Belém nº 7

Chiado Terrasse (1908 - 1972)

Interior do Chiado Terrasse


Fachada do Chiado Terrasse na actualidade

Fachada do Chiado Terrasse

Planta Original do Chiado Terrasse


(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


O Chiado Terrasse foi inaugurado a 12 de Junho de 1908. Tinha capacidade para 650 espectadores e inicialmente funcionou como Animatógrafo ao ar livre. Era destinado a um público mais aristocrata, uma vez que os espectadores dispunham de um serviço de restaurante. Transformou-se desde o inicio num sucesso, pelas suas instalações, pelos seus programas, pela sua variedade e pelo êxito do Animatógrafo "falado".
Em 1910, iniciam-se obras de melhoramento na sala, e é construída também uma esplanada. Em 1911, o arquitecto Tertuliano de Lacerda Marques redesenhou a fachada. A partir de 1916 são feitas novas alterações no edifício, dando-lhe o aspecto exterior que manteria até ao seu encerramento, bem como a construção de um pequeno palco, que seria utilizado mais tarde por uma companhia de revista. Em 1921 passou a apresentar também números de variedades. Nos anos 30 foi remodelado internamente, em estilo Art-Deco. Encerrou portas em 1972 e posteriormente foi adquirido por um banco que demoliu por completo os interiores para o transformar num edifício de escritórios.


Localização: Rua António Maria Cardoso

11.12.09

São Luiz (1911 - 1965)

Interior do São Luiz

Planta da Sala

Teatro São Luiz na actualidade

(Planta e Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa"))


O São Luiz alternou ao longo da sua vida as funções de Teatro e Cinema. Foi inaugurado em 22 de Maio de 1894, tendo então o nome Teatro Dona Amélia. O projecto do arquitecto francês Louis Reynaud, conferiu-lhe um ar "parisiense" e cosmopolita. Localizado no Chiado, que era o centro intelectual e cultural da cidade, foi um sucesso logo de início. A sua lotação para 939 espectadores conferia-lhe estatuto de gigante. As primeiras projecções de animatógrafo lá realizadas datam de 1896 mas só em 1911 começou a partilhar regularmente o cinema com o teatro.
Com a queda da monarquia e fuga da família real em 1910, a sala é rebaptizada, passando então a chamar-se Teatro República.
Em 1914 um incêndio destruiu por completo o teatro. Foi reconstruído pelo arquitecto Tertuliano Marques seguindo a traça original, tendo a sala sido reaberta a 16 de Janeiro de 1916.
Em 1928 o teatro foi novamente remodelado, desta feita para adaptação a cinema, passando a chamar-se São Luiz Cine, tendo estreado com a projecção do filme "Metropolis", de Fritz Lang. Em 1930, foi modernizado, passando a ser o primeiro cinema sonoro de Portugal.
A partir de 1960 o cinema começou a perder público, o que levou ao regresso, sem sucesso, do teatro. Em 1971, já quase sem público, a sala acabou por ser comprada pela Câmara Municipal de Lisboa, passando a ter o nome de Teatro Municipal de São Luís. Inicia-se então um longo período de altos e baixos, em que nenhum projecto cultural consegue trazer à sala a importância de outrora.
Em 1998 é iniciada uma grande obra de remodelação e ampliação do teatro. É remodelada a sala principal, o palco e são criadas novas zonas de apoio - uma sala estúdio, um café-concerto e um restaurante.
Actualmente é um dos principais pólos culturais de Lisboa.

Localização: Rua António Maria Cardoso

8.12.09

Terminal (1977 - 1990)


Estação Central do Rossio

O Terminal situado dentro da estação de comboios do Rossio, teve um breve sucesso durante os anos 70 e 80 juntamente com o centro comercial onde se inseria, mas o público foi diminuindo e com a remodelação da estação acabou por ficar excluído do novo projecto. A sala tinha 295 lugares. 

Localização: Rua Primeiro de Dezembro