27.12.09

Oriente (1930 - 1970)

Planta do Cine Oriente

Cine Oriente

(Fotografia Retirada do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboae do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")

O Cine Oriente situava-se na Penha de França já perto de Sapadores. Era um típico cinema de bairro histórico, com cadeiras de madeira e matinés bastante concorridas. O Oriente podia acomodar 496 espectadores. Não sobreviveu à febre dos centros comerciais acabando por ser demolido. Hoje em dia no seu lugar está uma estação de Correios. Grande saudade deste cinema deve ter o meu pai que lá foi vezes incontáveis.

Localização: Av. General Roçadas

Londres (1972 - Actualidade)


Cinema Londres na actualidade

Cinema Londres

Bar no interior do Londres

(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


O Londres continua a ser um cinema de referência para quem gosta realmente de cinema e não de centros comerciais. Tem resistido ao tempo e conseguiu sempre adaptar-se às mudanças e aos gostos. Permanecem no imaginário de quem já o visitou as fantásticas cadeiras "amestradas" que baixam consoante o peso do ocupante. O Café-Bar Magnólia com o seu ambiente e sofás acolhedores, convida a um café enquanto esperamos pela hora da sessão. Inaugurado a 30 de Janeiro de 1972, originalmente possuía 440 lugares. Na tentativa de se adaptar aos novos tempos e em busca de maiores receitas a sala principal foi dividida dando origem a uma segunda mais pequena. Atualmente a sala 1 pode acomodar 219 espectadores e a sala 2, 114 espectadores.

Localização: Av. de Roma nº 7 A

26.12.09

Bélgica (1928 - 1979)

Planta

Cinema Bélgica

(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")


O Bélgica situava-se no bairro do Rego, entre a Cidade Universitária e Entre-Campos. Teve várias vidas e vários nomes. Começou com o nome de Bélgica, mas acabou com o nome Universal. No Bélgica cabiam 500 espectadores. Nos anos 60 passou a ser designado Cinema Universal, e em 1973, Cinema Universitário. Em 1980 a sala deixou de ser cinema e passou a albergar o mítico "Rock Rendez Vous" onde foram lançadas algumas das principais bandas rock nacionais. Em 1990 fechou portas e actualmente no seu lugar funciona um café. O dono do café mantém a mística do local através de fotografias nas paredes que contam a sua história desde o Bélgica, passando pelo Universal e acabando no Rock Rendez Vous. O local é agradável e vale a pena lá ir apesar do cinema já não existir nem que seja só para respirar a atmosfera do local.

Localização: Rua da Beneficência nº 175

Star (1977 - 1990)


Cinema Star

(Fotografia retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

O Star era um típico cinema de bairro. Situava-se ao pé da Praça de Londres e era muito concorrido, principalmente pelos alunos do Instituto Superior Técnico, situado ali bem perto. Foi inaugurado em 1977. O Star fechou no início dos anos 90 e acabou por ser convertido em loja de roupa e já mudou 2 vezes de dono desde então. Mesmo assim continua a valer a pena ir à Praça de Londres, para visitar a feira de coleccionismo e antiguidades e para provar os gelados fantásticos da gelataria Surf.

Localização: Av. Guerra Junqueiro

Colombo (1997 - Actualidade)


Torres Colombo

Cinemas Colombo

Fachada do Colombo

Praça de Neptuno

O Centro Comercial Colombo foi inaugurado a 16 de Setembro de 1997. Era à data o maior centro comercial da península ibérica e um dos 10 maiores da Europa sendo apenas suplantado em 2009 pelo Centro Comercial Dolce Vita Tejo. Possui para além de 10 salas de cinema equipadas com tecnologia de ponta, 60 restaurantes, 1 parque de diversões e 400 lojas. Em 2009 nasceram as impressionantes Torres Colombo que foram acrescentadas ao conjunto arquitectónico do centro comercial já existente.

Localização: Av. Lusíada

Twin Towers (2002 - 2008)


Cinemas Filmitalus

Fachada das Twin Towers de Sete-Rios

Twin Towers


Inauguradas em 1998 as Twin Towers de Sete-Rios destacam-se pela envergadura do projecto. As torres têm 28 pisos cada, sendo os mais altos destinados a habitação e escritórios e nos pisos térreos uma galeria comercial na qual estão inseridas as salas de cinema Filmitalus. Tinham tudo para dar certo devido à localização junto à estação de comboios e de metro de Sete-Rios e à estação central de camionagem, e pelo facto de estarem localizadas junto a 4 hotéis e numa zona cheia de edifícios de escritórios de grandes dimensões. Mas o mau planeamento urbano e políticas erradas por parte dos responsáveis do Centro Comercial acabaram por ditar a morte destes cinemas e a quase morte anunciada a breve trecho do próprio Centro. Os ramais de acesso ao eixo norte-sul isolaram o acesso às torres do lado das estações de comboio e de metro, não deixando passeios que permitam aos peões aceder de forma segura às torres sem terem de dar uma volta enorme. As lojas vocacionadas apenas para um público de classe média alta e alta acabaram por fechar todas devido a falta de clientes e mais tarde os cinemas tiveram a mesma sorte. Subsistem o supermercado e um restaurante japonês que se mantêm devido ao número de pessoas que trabalham nas torres de escritórios da zona e que lá vão almoçar.
Localização: Rua de Campolide nº 33

20.12.09

El Corte Inglés (2001 - Actualidade)


Fachada do Corte Inglês

Inaugurado em 2001, o Centro Comercial El Corte Inglés, possui o maior complexo de salas de cinema de Lisboa, num total de 14. É o exemplo máximo da nova era do consumo.

Localização: Av. António Augusto Aguiar nº 31

19.12.09

Cinemateca (1980 - Actualidade)


Entrada da Cinemateca Portuguesa

Sala Félix Ribeiro

A Cinemateca Portuguesa nasceu em 1980 para substituir a Cinemateca Nacional que tinha nascido em 1948. Localiza-se num palacete fronteiro à Sociedade Nacional de Belas Artes perto da Av. da Liberdade bem no centro histórico. Em 1995 é edificado o arquivo e em 1997 o museu. Em 1998 é iniciado um ambicioso projecto de profunda remodelação do espaço que ficaria concluído em 2002. Restaurou-se a moradia de 1887, criou-se um novo espaço museográfico, salas de exposição permanente, salas de exposição temporária, novos depósitos, novos arquivos, um restaurante, uma livraria e uma Bibioteca. Foram também construídas duas salas de cinema. A sala Félix Ribeiro tem capacidade para 227 espectadores e a sala Luís de Pina para 47 espectadores.

Localização: Rua Barata Salgueiro nº 39

Ginásio (1925 - 1989)


Interior do Cinema Ginásio

Palco do Ginásio

Cinema Ginásio

Planta original

Fachada do Cinema Ginásio


(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")



O Ginásio tal como o seu vizinho Trindade repartiu ao longo da sua existência o papel de Cinema e Teatro. O Teatro Ginásio abriu em 1846. Foi remodelado em 1852 para se tornar mais cómodo. Em 1921 sofreu um incêndio que o destruiu, sendo reconstruído e continuando a sua actividade como teatro até 1925, ano em que foi convertido em cinema, actividade essa que manteve até ao inicío dos anos 50, altura em que foi declarado Cine-Teatro o que obrigava a uma temporada de 3 meses de teatro por ano. Possuía um sistema mecânico ultra inovador para a época que fazia girar as cadeiras sobre si mesmas transformando a sala num enorme salão de dança para bailes. A sua capacidade é de 1335 espectadores. Nos anos 80 foi desmantelado e procedeu-se à demolição do interior, mantendo a fachada. Nos anos 90 passou a funcionar como centro comercial. O século XXI trouxe uma nova vida ao Ginásio que viu o interior novamente renovado passando a funcionar como teatro.

Localização: Rua Nova da Trindade

17.12.09

Trindade (1913- 1962)


Interior da sala principal

Interior do Trindade

Fachada do actual Teatro da Trindade

Planta Original do Cinema Trindade

O Trindade na actualidade

(Planta retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

A história do Trindade divide-se entre o teatro e o cinema. O Teatro da Trindade foi inaugurado no Bairro Alto em 1867. Anexo ao Teatro foi construído o Salão Trindade para receber bailes, concertos e conferências. Com o sucesso crescente do Cinema, o Teatro passou a Cinema em 1913. A sua lotação é de 737 lugares. Em 1921 foi comprado pela Anglo Portuguese Telephone Company, que demoliu o Salão Trindade. Mais tarde foi adquirido pelo empresário José Loureiro que o restaurou e reabriu no início de 1924. No início dos anos 60 o Cinema começou a perder público e quando em 1962, passou a ser pertença da FNAT, uma instituição do estado, foi de novo reconvertido em Teatro. O actual dono, o INATEL, herdou o teatro em 1975 e tem dado boa conta do recado; não só tem mantido o edifício em actividade e sempre bem preservado, como ainda criou a Sala Estúdio, um Bar e o Salão Nobre.

Localização: Largo da Trindade nº 7