12.1.10

Cine Estúdio ACS ( 1980 - 1997)


Fachada do ACS


Esta pequena sala de Cinema situava-se na também pequena galeria comercial que lhe dava nome. O facto de passar despercebido entre os estabelecimentos comerciais no meio do burburinho de uma das avenidas mais movimentadas da cidade, e a concorrência de outras salas muito próximas e com maior notoriedade, acabariam por ditar que tivesse uma existência curta.

Localização: Av. da Igreja nº 17

11.1.10

ABCine (1977 - 1992)


Vista da Praça de Alvalade com o Centro Comercial Alvalade e o ABCine em destaque

Fachada do Centro Comercial Alvalade, onde se localizava o ABCine

O ABCine iniciou a sua actividade em 1977, quando foi inaugurado o Centro Comercial Alvalade. O Centro Comercial Alvalade pertenceu à primeira geração de centros comerciais da capital e quando foi inaugurado era o maior da cidade. Foi uma verdadeira coqueluche da capital dos anos 70 e 80, conjugando o conceito à altura inovador, de juntar cinemas, lojas e restauração. As 82 lojas ofereciam uma variedade que se tornou um pólo de atracção do bairro de Alvalade. O ABCine teve durante bastante tempo um público fiel, apesar do gigante vizinho Cinema Alvalade. Quando começou a perder algum público a administração decidiu criar uma segunda sala e mudar o nome para Hollywood, como forma de rentabilizar o espaço e criar uma maior oferta. Com o aparecimento dos grandes centros comerciais nos anos 90, muitas das lojas começaram a fechar e os cinemas acabaram por ter a mesma sorte. Apesar de já não ter cinemas, o C.C. Alvalade vai-se mantendo aberto, hoje em dia com muito menos lojas a funcionar mas ainda assim resistindo. Existe um projecto para levar a cabo uma renovação profunda no centro, mas desconhece-se se os planos incluirão a abertura de alguma sala de cinema.

Localização: Praça de alvalade nº 6 D

10.1.10

Real Coliseu (1896 - 1929)


Fachada do Real Coliseu

Palco do Cinema Colossal no Real Coliseu de Lisboa

Vista geral do Real coliseu

Real Coliseu de Lisboa


(Fotografias retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")


Inaugurado em 1887, o Real Coliseu de Lisboa foi o primeiro espaço de diversão multi-atracções da cidade. Localizava-se na zona do Intendente e foi uma espécie de antecessor da Feira Popular. Foi neste local que se realizou a primeira projecção de Animatógrafo em Portugal no dia 18 de Junho de 1896, apenas meio ano depois da estreia mundial em Paris. O Sucesso foi tão grande que viria a estabelecer-se no recinto aquele que depois foi baptizado como Cinema Colossal, e que funcionava com a tela de projecção no palco principal do Coliseu. Com o aparecimento de novas salas mais bem equipadas e com a construcção do novo Coliseu dos Recreios, o Real Coliseu foi perdendo encanto e acabaria por encerrar no final dos anos 20, sendo posteriormente demolido. No seu local funciona até aos nossos dias a garagem Auto Lis.

Localização: Rua da Palma nº 273

Odéon (1927 - 1993)


Vista geral do interior do Cinema Odéon

Interior do Cinema Odéon

Fachada do Cinema Odéon

Cinema Odéon

Fachada do Cinema Odéon na actualidade

Planta original do Cinema Odéon

Fachada do Odéon


(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Cinemas de Portugal")


O Cinema Odéon é a última maravilha Art Deco clássico existente na cidade de Lisboa. O Odéon foi inaugurado em 1927. Foi modernizado em 1931 recebendo as galerias metálicas que ainda hoje o caracterizam. O interior é notável, com uma cobertura em madeira escura pau-Brasil na forma da quilha de navio, o palco com frontão Art Deco, e o lustre central com raios de luzes néon. Composto por plateia, dois balcões e camarotes, pode acomodar 691 espectadores. Possui também um mecanismo que permite que a sala seja iluminada com luz natural se assim se desejar. Na segunda metade dos anos 80 passou a exibir sessões de cinema porno e já nos anos 90 viria a encerrar. Actualmente está no meio de uma batalha judicial entre as autoridades, que prentendem a sua requalificação e classificação como património de interesse histórico e cultural, e o seu proprietário que se recusa a negociar e a fazer as obras de restauro propostas pelo IGESPAR e pelo IPPAR.

Localização: Rua dos Condes nº 2

9.1.10

Olympia (1911 - 2001)

Planta do Cinema Olympia

Cinema Olympia na actualidade

Fachada do Cinema Olympia

Interior completamente lotado do Olympia

(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")



O eixo que atravessa a Rua dos Condes e a Rua das Portas de Santo Antão sempre teve um papel importante na vida cultural da cidade de Lisboa com inúmeras salas de espectáculo desde sempre ali sediadas. Os Condes de Castelo Melhor antes de 1755, tiveram o seu primeiro Palácio no sítio que hoje vemos limitado pela Rua dos Condes e pela travessa de Santo Antão. A seguir, pela actual Avenida da Liberdade acima até ao Largo da Anunciada, estendia-se outro Palácio, o dos Condes da Ericeira. E onde temos hoje o Ateneu Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Antão, ficava a morada dos Condes de Povolide. É natural, portanto, que toda aquela zona ficasse conhecida pelo sítio "dos Condes" e que a rua viesse a ter o mesmo nome.
Os Condes da Ericeira eram donos da maior parte do sítio onde existe hoje a Rua dos Condes até ao Largo da Anunciada. Já nessa época, se representava por ali no Pátio das Hortas dos Condes. Veio porém o terramoto e nem os Palácios resistiram. O Solar dos fidalgos ericeirenses foi destruído pelo terramoto de 1755. Logo no ano seguinte, pensou-se edificar numa parte do terreno um teatro. O Arquitecto italiano Petronio Manzoni encarregou-se do projecto, e ali surgiu o chamado Teatro da Rua dos Condes, que começou a funcionar em 1765. As gravuras da época mostram um edifício com vários camarotes. O Cinema Olympia foi inaugurado a 22 de Abril de 1911. Era composto por salões para concertos e para exibições animatográficas, um gabinete para leitura e um restaurante. Até 1975 foi um espaço consagrado ao cinema nacional, tendo também sido utilizado para peças de teatro e conferências. O Olympia tinha capacidade para 539 espectadores. Após o 25 de Abril entrou começou a exibir filmes pornográficos. Acabaria por ser definitivamente abandonado em 2001. O encenador Filipe La Féria comprou o espaço em 2008. No início de 2010 está prevista a reabertura do Olympia depois de obras de restauro. O projecto engloba para além da sala de espectáculos renovada e com nova tecnologia de som e luzes, também uma escola de artes cénicas.

Localização: Rua dos Condes nº 13

Caleidoscópio (1974 - 1994)


Fachada do Caleidoscópio


O Cinema Caleidoscópio foi inaugurado no dia 1 de Novembro de 1974 no centro comercial com o mesmo nome. Localizado no jardim do Campo Grande, ao lado do lago principal. Era um espaço bastante agradável onde também existiu em tempos um restaurante. A sala de cinema tinha capacidade para 299 espectadores. O edifício mantém-se até à actualidade inalterável no exterior, com os bonitos painéis de azulejos em relevo da fachada a destacarem-se; mas o cinema e o restaurante, bem como a maior parte das lojas, fecharam. No seu interior nasceu uma grande livraria e uma discoteca. A título de curiosidade apraz-me dizer que o café do lago mantém-se aberto e continua a alugar barcos a quem quiser descontrair um pouco.

Localização: Jardim do Campo Grande - Campo grande

8.1.10

Alvaláxia (2003 - Actualidade)


Fachada do Alvaláxia

Cinemas Alvaláxia

Peguem em 12 salas de cinema e coloquem-nas dentro de um centro comercial que por sua vez está dentro de um estádio, que também ele está dentro de um complexo maior e teremos o Alvalade XXI, nome pelo qual é conhecido o complexo do Sporting Clube de Portugal. Inaugurado em 2003, o Alvaláxia partilha com o El Corte Inglés o estatuto de maior complexo multisalas de Lisboa. As salas estão equipadas com tecnologia de ponta como projecção e som digital e projecção 3d de última geração.

Localização: Rua Francisco Stromp

7.1.10

Esperança (1924 - 1950)


Cine Esperança

Convento das Bernardas e Museu das Marionetas, local do antigo Cine Esperança


Nos anos 20 do Séc. XX o cinema tinha um papel importante na sociedade portuguesa e tinha também o estatuto de grande espectáculo de entertenimento das massas. Antes de surgirem os edifícios concebidos de raíz para o efeito, existiram os salões e juntamente com eles muitos outros locais que foram adaptados devido a um crescimento imparável do público. O exemplo mais expressivo dessas adaptações foi o Cine Esperança, que funcionou dentro do Convento das Bernardas e onde hoje funciona o Museu da Marioneta. Durante várias décadas os habitantes do bairro da Madragoa conviveram muito bem com a partilha deste espaço, entre cultura e religião. As condições não eram as ideais, com plateias repletas que por vezes chegavam aos 500 espetadores que se acotevelavam num espaço exiguo. Quando se fizeram obras de restauro no Convento para o espaço poder receber o Museu da Marioneta, a capela onde funcionou o Cinema foi restaurada mantendo o palco e todo o espaço envolvente. Hoje podemos lá assistir a espectáculos de marionetas. Por cima dos pilares que antecedem o palco ainda podem ser vistas as iniciais "C" e "E" do Cine Esperança.

Localização: Rua da Esperança nº 146

3.1.10

Cinebolso (1975 - Actualidade)


Fachada do Cinebolso

(Fotografia retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)
O Cinebolso iniciou a sua actividade em 1975, como cinema porno. Em 1982 passou para as mãos de Pedro Bandeira Freire que lhe mudou o nome para Quinteto, transformando-o numa extensão do então muito bem sucedido Quarteto. Durante os anos de 1982 e 1983 a programação de cinema alternativo não cativou público suficiente e o Quinteto acabaria por mudar de novo de dono e regressar ao nome e programações originais, mantendo-se assim até hoje.

Localização: Rua Actor Taborda nº 27

Promotora (1912 - 1989)


Fachada do Cinema da Promotora
Planta do Cinema Promotora

Cinema Promotora


(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa; do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa" e do livro "Os Cinemas de Lisboa - Um Fenómeno Urbano do Séc. XX")

O edifício onde funcionou o Cinema Promotora, era originalmente um palácio e chegou a ser residência real de retiro. Construído por volta de 1560 era originalmente um solar pertencente ao burguês João Baptista Rovelásco, mas em 1580 Filipe II de Espanha confiscou-o. Foi reconvertido, recebendo o nome de Palácio Real de Alcântara. Serviu, até 1662, para veraneio de D. João IV e sua família. Viria também a ser residência de D. Pedro II que nesse local veio a falecer em 1706. Em 1755 ficou severamente danificado pelo terramoto que atingiu Lisboa, mas em apenas 10 anos seria totalmente reconstruído. O novo palácio não tinha a grandiosidade do original e passou a ser frequentado apenas por condes e barões com ligações à familia real. Em 1878 a casa de Bragança decidiu vendê-lo ao industrial Eduardo Conceição e Silva que, por sua vez, o viria a deixar por herança a Augusto Serra e Costa. Já no séc. XX, em 1903 o edifício passou a ser a sede do "Clube de Lisboa" e finalmente em 1911 recebeu a sede da Sociedade Promotora de Educação Popular. Em 1912, para fazer face aos encargos, a Promotora instalou no primeiro andar do edifício um cinema, tendo posteriormente, em 1931, adquirido o imóvel e construído no rés-do-chão um cinema mais moderno, que viria a funcionar até meados da década de 80. A sua capacidade total era de 480 espectadores. Actualmente, a Promotora continua a desenvolver a sua actividade educativa, funcionando no primeiro andar um externato onde é leccionado o 1º Ciclo do Ensino Básico. No rés-do-chão do edifício funciona actualmente a Videoteca Municipal. As instalações da Videoteca possuem um equipamento que tem 15 postos de visionamento individual de cinema e vídeo, um pequeno auditório com uma lotação de 50 lugares, onde regularmente são projectados filmes, um espaço reservado à pesquisa e investigação na área do documentário e educacional, uma pequena Ludoteca com área reservada a ateliers para crianças, uma pequena biblioteca especializada em meios audiovisuais e uma área administrativa. Para se poder ter uma ideia do tamanho do palácio original basta dizer que o edifício actual antes do terramoto funcionava apenas como cocheiras. Na maquete de Lisboa antes de 1755 que se encontra no Museu da Cidade pode ser feita a comparação com o que resta hoje em dia.

Localização: Largo do Calvário nº 2