O Cinema 7ª Arte foi inaugurado nos anos 80, num canto junto a uma entrada secundária da estação de comboios de Entre-Campos. Teve vida curta acabando por fechar e dar lugar a escritórios e onde hoje se localiza a embaixada de Angola.
16.1.10
7ª Arte (1985 - 1995)
Max (1929 - 1968)
(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)
Inaugurado no final dos anos 20, o Max Cine em Arroios, era um típico cinema de bairro. Apesar da sua localização, perto da movimentada Rua Morais Soares, que ainda hoje é uma das ruas de Lisboa com maior concentração de estabelecimentos comerciais, acabaria por encerrar no final dos anos 60. O Max tinha uma capacidade de 700 espectadores. Curioso foi o destino do edifício que seria convertido em igreja, assim permanecendo até hoje.
Localização: Rua Barão de Sabrosa nº 17
King (1969 - Actualidade)
O Cinema King quando ainda se chamava Vox
Planta da sala 1O espaço hoje conhecido por King foi inaugurado como Vox em 24 de Abril de 1969, inserido no conjunto arquitectónico do Hotel Lutécia, Cinema Vox e Teatro Maria Matos, da responsabilidade dos arquitectos Aníbal Barros da Fonseca e Eduardo Paiva Lopes. Era uma sala única com 604 lugares que tinha umas cadeiras típicas dos anos 60, redondas e sem costas. Depois do seu fecho e antes de reabrir as portas como King Triplex, as projecções cinematográficas deram lugar ao espaço Voxmania. Por lá passaram bandas como os Heróis do Mar. As actuais entradas para as salas King 1 e 2 eram as duas entradas principais para a sala única, respectivamente coxia esquerda e direita. O bar ficava onde é actualmente uma livraria, e o écran era onde é hoje a sala King 3, e as escadas que levam a essa sala eram a saída de emergência do Vox. Actualmente a sala 1 tem capacidade para 162 espectadores, e as salas 2 e 3, 113 e 109 espectadores respectivamente. As salas do King recebem todos os anos o festival de cinema de animação "Monstra".
Localização: Av. Frei Miguel Contreiras nº 52A
12.1.10
Cine Estúdio ACS ( 1980 - 1997)
Esta pequena sala de Cinema situava-se na também pequena galeria comercial que lhe dava nome. O facto de passar despercebido entre os estabelecimentos comerciais no meio do burburinho de uma das avenidas mais movimentadas da cidade, e a concorrência de outras salas muito próximas e com maior notoriedade, acabariam por ditar que tivesse uma existência curta.
Localização: Av. da Igreja nº 17
11.1.10
ABCine (1977 - 1992)
Fachada do Centro Comercial Alvalade, onde se localizava o ABCineLocalização: Praça de alvalade nº 6 D
10.1.10
Real Coliseu (1896 - 1929)
Vista geral do Real coliseu
(Fotografias retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")
Inaugurado em 1887, o Real Coliseu de Lisboa foi o primeiro espaço de diversão multi-atracções da cidade. Localizava-se na zona do Intendente e foi uma espécie de antecessor da Feira Popular. Foi neste local que se realizou a primeira projecção de Animatógrafo em Portugal no dia 18 de Junho de 1896, apenas meio ano depois da estreia mundial em Paris. O Sucesso foi tão grande que viria a estabelecer-se no recinto aquele que depois foi baptizado como Cinema Colossal, e que funcionava com a tela de projecção no palco principal do Coliseu. Com o aparecimento de novas salas mais bem equipadas e com a construcção do novo Coliseu dos Recreios, o Real Coliseu foi perdendo encanto e acabaria por encerrar no final dos anos 20, sendo posteriormente demolido. No seu local funciona até aos nossos dias a garagem Auto Lis.
Localização: Rua da Palma nº 273
Odéon (1927 - 1993)
Interior do Cinema Odéon
Fachada do Cinema Odéon
Cinema Odéon
Planta original do Cinema Odéon
Fachada do Odéon
(Fotografia e Planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa e do livro "Cinemas de Portugal")
O Cinema Odéon é a última maravilha Art Deco clássico existente na cidade de Lisboa. O Odéon foi inaugurado em 1927. Foi modernizado em 1931 recebendo as galerias metálicas que ainda hoje o caracterizam. O interior é notável, com uma cobertura em madeira escura pau-Brasil na forma da quilha de navio, o palco com frontão Art Deco, e o lustre central com raios de luzes néon. Composto por plateia, dois balcões e camarotes, pode acomodar 691 espectadores. Possui também um mecanismo que permite que a sala seja iluminada com luz natural se assim se desejar. Na segunda metade dos anos 80 passou a exibir sessões de cinema porno e já nos anos 90 viria a encerrar. Actualmente está no meio de uma batalha judicial entre as autoridades, que prentendem a sua requalificação e classificação como património de interesse histórico e cultural, e o seu proprietário que se recusa a negociar e a fazer as obras de restauro propostas pelo IGESPAR e pelo IPPAR.
9.1.10
Olympia (1911 - 2001)
O eixo que atravessa a Rua dos Condes e a Rua das Portas de Santo Antão sempre teve um papel importante na vida cultural da cidade de Lisboa com inúmeras salas de espectáculo desde sempre ali sediadas. Os Condes de Castelo Melhor antes de 1755, tiveram o seu primeiro Palácio no sítio que hoje vemos limitado pela Rua dos Condes e pela travessa de Santo Antão. A seguir, pela actual Avenida da Liberdade acima até ao Largo da Anunciada, estendia-se outro Palácio, o dos Condes da Ericeira. E onde temos hoje o Ateneu Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Antão, ficava a morada dos Condes de Povolide. É natural, portanto, que toda aquela zona ficasse conhecida pelo sítio "dos Condes" e que a rua viesse a ter o mesmo nome.
Os Condes da Ericeira eram donos da maior parte do sítio onde existe hoje a Rua dos Condes até ao Largo da Anunciada. Já nessa época, se representava por ali no Pátio das Hortas dos Condes. Veio porém o terramoto e nem os Palácios resistiram. O Solar dos fidalgos ericeirenses foi destruído pelo terramoto de 1755. Logo no ano seguinte, pensou-se edificar numa parte do terreno um teatro. O Arquitecto italiano Petronio Manzoni encarregou-se do projecto, e ali surgiu o chamado Teatro da Rua dos Condes, que começou a funcionar em 1765. As gravuras da época mostram um edifício com vários camarotes. O Cinema Olympia foi inaugurado a 22 de Abril de 1911. Era composto por salões para concertos e para exibições animatográficas, um gabinete para leitura e um restaurante. Até 1975 foi um espaço consagrado ao cinema nacional, tendo também sido utilizado para peças de teatro e conferências. O Olympia tinha capacidade para 539 espectadores. Após o 25 de Abril entrou começou a exibir filmes pornográficos. Acabaria por ser definitivamente abandonado em 2001. O encenador Filipe La Féria comprou o espaço em 2008. No início de 2010 está prevista a reabertura do Olympia depois de obras de restauro. O projecto engloba para além da sala de espectáculos renovada e com nova tecnologia de som e luzes, também uma escola de artes cénicas.
Caleidoscópio (1974 - 1994)
O Cinema Caleidoscópio foi inaugurado no dia 1 de Novembro de 1974 no centro comercial com o mesmo nome. Localizado no jardim do Campo Grande, ao lado do lago principal. Era um espaço bastante agradável onde também existiu em tempos um restaurante. A sala de cinema tinha capacidade para 299 espectadores. O edifício mantém-se até à actualidade inalterável no exterior, com os bonitos painéis de azulejos em relevo da fachada a destacarem-se; mas o cinema e o restaurante, bem como a maior parte das lojas, fecharam. No seu interior nasceu uma grande livraria e uma discoteca. A título de curiosidade apraz-me dizer que o café do lago mantém-se aberto e continua a alugar barcos a quem quiser descontrair um pouco.
Localização: Jardim do Campo Grande - Campo grande
8.1.10
Alvaláxia (2003 - Actualidade)
Peguem em 12 salas de cinema e coloquem-nas dentro de um centro comercial que por sua vez está dentro de um estádio, que também ele está dentro de um complexo maior e teremos o Alvalade XXI, nome pelo qual é conhecido o complexo do Sporting Clube de Portugal. Inaugurado em 2003, o Alvaláxia partilha com o El Corte Inglés o estatuto de maior complexo multisalas de Lisboa. As salas estão equipadas com tecnologia de ponta como projecção e som digital e projecção 3d de última geração.
Localização: Rua Francisco Stromp




















