7.2.10

Monumental (1993 - Actualidade)


Fachada do Monumental


Inaugurado em 1993 o novo Monumental nada tem a ver com a mítica sala de cinema com o mesmo nome que durante 4 décadas ocupou o local. O novo edíficio envidraçado e despojado dos ornamentos clássicos característicos do seu antecessor, recebeu nos pisos superiores escritórios e nos inferiores um centro comercial, dentro do qual nasceram 4 mini cinemas monumentais. A sala 1 tem capacidade para 259 espectadores, a sala 2 pode acomodar 124 espectadores e a sala 3, 124 espectadores. A sala 4 também conhecida como cine-teatro é a principal e maior com capacidade para 378 espectadores. Em 2007 o Centro sofreu uma grande renovação com melhorias significativas.

Localização: Praça Duque de Saldanha

6.2.10

Avis (1930 - 1988)


Interior do Avis

Cinema Avis

Planta do Cinema Palácio antecessor do Avis

(Fotografia e planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)

Inaugurado em 1 de Janeiro de 1930 com o nome Trianon, este cinema foi um projecto arrojado de Augusto de Ornelas Bruges, o seu proprietário de então, que comprou um terreno em frente à antiga estação de eléctricos do Arco do Cego, na então chamada zona das Avenidas Novas. Tinha capacidade para 733 espectadores o que fazia dele uma das maiores salas de cinema de Lisboa. Era o único cinema nas redondezas devido ao facto de na época a zona ser considerada como estando longe do centro da cidade. Mas o risco acabou por compensar devido à grande afluência de público. Viria a mudar de nome novamente passando a chamar-se Palácio numa altura em que começou a ser explorado por Vicente Alcântara, que na época era também o empresário responsável pelo Odéon. Em 29 de Novembro de 1956, depois de consideráveis obras de remodelação reabriu com o nome de Avis. Durante mais de 3 décadas o Avis tornou-se uma sala de cinema de referência em Lisboa mas no final dos anos 80 encerrou e acabaria nos anos 90 por ser demolido para dar lugar a prédios de habitação.

Localização: Av. Duque D`Ávila nº 45

Lys (1930 - 1988)


 Interior da sala depois da renovação e já com o novo nome de Roxy

 Interior do Cinema Lys

Vista geral do interior da sala

Cinema Lys

Interior do Lys

Edifício do Cinema Lys na actualidade
O Lys quando adoptou o nome de Roxy

Cinema Lys

Planta original do Cinema Lys


(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")

Situado no coração do bairro dos Anjos, o Cinema Lys foi inaugurado em 11 de Dezembro de 1930. Com uma capacidade de 683 lugares, teve uma afluência nunca antes vista, devido à sua dimensão e ao facto de ser um cinema de reprise onde eram exibidos os maiores êxitos logo após a sua estreia. A 26 de Junho de 1973 e após obras de remodelação adoptou o nome Roxy e viu a totação ser reduzida para 553 lugares. Nos anos 80 a qualidade de programação decaiu levando a um decréscimo acentuado de público o que levou ao seu encerramento em Abril de 1988. No início dos anos 90 foi convertido numa gigantesca sapataria com o sugestivo nome de Sapatolândia.

Localização: Av. Almirante Reis nº 20

Rex (1929 - 1967)


Edifício do Cinema Rex na actualidade

Cinema Rex

Planta do Cinema Rex


(Fotografias e planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)
Originalmente o edifício do Cinema Rex na zona do Intendente foi sede da Federação Espírita Portuguesa, até ser confiscado por António Oliveira Salazar. Começou a sua atividade como cinema com o nome de Rex em 1929. Localizado ao lado do extinto Real Coliseu e depois da garagem Auto Lis, tinha capacidade para 478 espectadores. Encerrou nos anos 60 para mais tarde em 29 de Dezembro de 1968 reabrir como Teatro Laura Alves. Viria a encerrar no final dos anos 80 sendo tranformado em superfície comercial. Nos anos 90 reabriu como Teatro Laura Alves, com um interior moderno. Em 2012 foi destruido por um incêndio e está atualmente à espera de ser recuperado.

Localização: Rua da Palma nº 253

1.2.10

City Cine (1977 - 1988)


Galeria onde se localizava o City Cine

O City Cine nasceu nos anos 70, sendo mais uma sala de cinema dentro de uma galeria comercial. Localizado em Picoas, foi durante os anos 70 e 80 uma sala que sempre teve a concorrência do seu vizinho Mundial, que com 3 salas e maior opção de escolha não lhe permitiu um sucesso mais duradouro.

Localização: Rua Tomás Ribeiro

30.1.10

Cinema City Alvalade (2009 - Actualidade)


Fachada do Cinema City Alvalade

Átrio Central

Interior da Sala 1

Interior da Sala 2

Interior da Sala 4

Planta da Sala 1

Planta da Sala 2

Planta da Sala 3

Planta da Sala 4


Em 2009 no local do antigo Cinema Alvalade abriu portas um novo complexo de cinemas com o nome Cinema City Classic Alvalade. O conceito arrojado de abrir um complexo de salas de cinema independentes dos centros comerciais tem tido uma resposta muito positiva com cada vez mais gente a frequentar o local. No seu interior predominam obras de pintura e escultura que fazem juz ao nome Classic. Na escadaria do átrio central podemos encontrar o painel que fez parte do antigo Cinema Alvalade e foi recuperado para simbolizar no novo Alvalade o legado do passado. O City Café é um espaço muito agradável onde se podem comer refeições ou apenas beber café num ambiente acolhedor. As salas têm as respectivas capacidades: Sala 1-> 102 lugares; Sala 2-> 92 lugares; Sala 3-> 114 lugares; Sala 4-> 82 lugares.

Localização: Av. de Roma nº 100

29.1.10

Mundial (1965 - 2004)


Cinema Mundial

Inaugurado a 22 de Setembro de 1965, o Cinema Mundial localizado no bairro de Picoas, acompanhou durante 4 décadas a evolução dessa zona central de Lisboa. Tornou-se sistema multisalas com 3 salas, sendo a sala 1 a maior e principal. Foi sabendo sempre adaptar-se enquanto à sua volta iam crescendo os arranha-céus e as superfícies comerciais e se multiplicavam as torres de escritórios. Entrou no novo milénio já sem a afluência de público de outras épocas, e em 2004 acabaria por encerrar e perder a guerra com os complexos multisalas dos centros comerciais que foram abrindo na zona. Em 2005 foi convertido em teatro mas a partir de 2006 deixou de ter um programa contínuo, encerrando quase em definitivo.

Localização: Rua Martens Ferrão nº 12A

25.1.10

Pathé (1973 - 1987)


Cinema Imperial, posteriormente Pathé

Fachada do Pathé, antigo Imperial

Edifício do cinema Pathé na actualidade


(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


Em 19 de Dezembro de 1973 o antigo Cinema Imperial foi substituido por um novo edifício. Uma mudança radical que fez também regressar o nome original de Pathé. Posteriormente regressaria ao nome Imperial. Após novas alterações, em que foi melhorada a comodidade e realizadas outras melhorias, reabriu ao público como Cinema Pathé, passando de sala de reprise a cinema de estreia, acompanhando os mais prestigiosos cinemas de Lisboa. Nos anos 80 começou a perder público progressivamente e acabaria por encerrar. No início dos anos 90 funcionou como discoteca e mais tarde acabaria por fechar. Actualmente o edifício está emparedado e abandonado à espera de melhores dias.

Localização: Rua Francisco Sanches nº 154

17.1.10

Castil (1973 - 1986)


Cinema Castil

(Fotografia retirada do Arquivo municipal de Lisboa)

O Cinema Castil abriu portas nos anos 70 e durante duas décadas teve sempre uma programação com filmes familiares e comédias que convidavam a sessões em família. A sala tinha uma lotação de 508 lugares, o que fazia dela a maior sala dos anos 70 inserida numa galeria comercial. O projeto apresentava uma concepção única em que a sala era rodeada por zonas de estar e pelo bar, de onde se podia ter uma visão do interior da sala. Apesar da localização privilegiada entre o Marquês de Pombal e o Rato, acabaria por encerrar devido à fraca afluência de público. Actualmente nas suas antigas instalações funciona uma dependência bancária.

Localização: Rua Castilho nº 39

Nimas (1974 - Actualidade)


O Cinema Nimas no séc. XXI

Fachada do Nimas

(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


Em 1974, Lauro António lança a sua primeira curta-metragem, “Vamos ao Nimas”, já nessa época um testemunho do desaparecimento dos cinemas de bairro ou de reprise! Em 1983, o Cinema Nimas abriu as suas portas ao programa de rádio “A Febre de Sábado de manhã” de Júlio Isidro. A “Febre” e Júlio Isidro marcaram uma época e foram responsáveis por trazerem ao nosso país pela primeira vez inúmeras bandas de renome internacional. Em Dezembro de 1991, o Nimas entra numa nova fase ao apostar no cinema europeu, transformando-se numa sala obrigatória no circuito dos cinemas da capital. O sucesso da única sala do Nimas veio contrariar a ideia de que uma programação exigente e de qualidade não teria espectadores ou estaria condenada ao desaparecimento. O Nimas manteve-se de portas abertas durante muito tempo com um público fiel sem partilhar o universo dos multiplex. Já na segunda metade da primeira década do séc. XXI acabaria por sucumbir à mudança dos hábitos das novas gerações. Actualmente é uma sala de espectáculos dedicada à música e ao cinema com o nome Espaço Nimas.

Localização: Av. 5 de Outubro nº 42B