17.2.10

Central (1908 - Actualidade)


Planta do Salão Central

Interior do Salão Central

Palácio Foz, onde se localiza o Salão Central


Salão Central

Fachada do Salão Central

(Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)


Inaugurado em 1908, o Salão Central era na época a sala de cinema mais luxuosa de Lisboa. A sala de cinema foi construída na capela privativa do palácio. A partir de 1917 passou a ter uma orquestra para fazer o acompanhamento musical de todos os filmes. O Salão Central podia acomodar 425 espectadores. Em 1923 o seu número de público tinha decaído devido à abertura de várias salas em diferentes pontos da cidade e acabou por encerrar. Foi recuperado em 1958, passando a albergar as instalações da Cinemateca Portuguesa até 1980, data em que a Cinemateca se mudou para as actuais instalações. A partir dos anos 80 passou a funcionar como Cinemateca Júnior, função que mantém até hoje. A orquestra já não existe mas possui um piano para fazer o acompanhamento dos filmes mudos, aliás como acontece também com as outras salas da Cinemateca. O espaço do agora denominado Salão Foz possui também uma exposição interactiva de pré-cinema denominada "Das Lanternas Mágicas ao Cinematógrafo dos Lumière" onde podemos fazer uma viagem pela história dos primórdios do cinema, desde as sombras de luz aos cinematógrafos. Todos os sábados há sessões de cinema.

Localização: Praça dos Restauradores

16.2.10

Municipal (1951 - 1960)


Interior do Cinema Municipal

Vista geral do interior do Cinema Municipal

(Fotografias retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

O primeiro Cinema Municipal foi inaugurado em 1951 na antiga Feira Popular de Lisboa, no Parque da Palhavâ, junto à Praça de Espanha. A Feira foi inaugurada em 1943 e viria a ser transferida em 1961 para Entre-Campos, o que levou à demolição do edifício do Cinema. Os jornais da época relataram que no dia da inauguração acorreram à Feira 90 000 lisboetas. Antes da Feira Popular o Parque da Palhavâ já tinha recebido entre 1884 e 1905 o primeiro recinto do Jardim Zoológico de Lisboa antes de este se mudar para Sete-Rios. Desde 1960 que o local acolhe a Fundação Calouste Gulbenkian. Actualmente os Jardins da Gulbenkian são frequentados por inúmeros turistas e estudantes que passeiam junto ao seu lago ou simplesmente se sentam a ler um livro no grande anfiteatro.

Localização: Av. de Berna

15.2.10

Roma ( 1957 - 1988)


Planta do Cinema Roma

Cinema Roma

Fachada do Forúm Lisboa, antigo Cinema Roma

Interior do Fórum Lisboa

Vista geral do interior do Fórum Lisboa

O Cinema Roma abriu portas em 1957. Tinha uma capacidade de 1107 lugares, sendo um dos gigantes dos anos 50. Foi concebido com base nas novas ideias de grandiosidade da arquitectura típica do estado novo para encaixar nos novos eixos de grandes avenidas do bairro de Alvalade e Entre-Campos concebidas com grande largura de passeios e faixas de rodagem e edifícios de grande envergadura com construção em altura. Encerrou em 1988 e durante algum tempo foi utilizado como armazém, até ser comprado pela Câmara Municipal de Lisboa. Em 1996 sofre algumas obras de recuperação e em 1997 passa a ser a sede da Assembleia Municipal de Lisboa. Em Abril de 2003, a sua gestão foi confiada à EGEAC (Empresa Municipal encarregada da animação cultural) que o administrou até ao final de 2005. Actualmente a sua gestão é da responsabilidade conjunta da CML e da AML recebendo o nome de Fórum Lisboa. Hoje, é um dos espaços mais bem preparados para a realização de congressos, conferências, seminários, espectáculos e projecções de cinema. Dispõe de dois auditórios, um principal e outro mais pequeno. Com capacidade para 701 lugares, o auditório principal possui equipamento de som, luz e sistema de projecção de filmes em 35 e 16 mm bem como sistema de projecção vídeo. O pequeno auditório tem capacidade para 25 pessoas. No primeiro piso, existe ainda uma sala de apoio, com 40 lugares. Ao longo dos anos, o Fórum Lisboa tem vindo a acolher diversos eventos, entre os quais se destacam os festivais FórumJazz e Cosmopolis, o Ciclo de Cinema Gay e Lésbico e a iniciativa ForUmusic, no âmbito da qual acolheu concertos de alguns dos melhores artistas portugueses, desde, Mão Morta a Rodrigo Leão, passando por Jorge Palma, Irmãos Catita, Peste & Sida, Pop Dell’Arte, Repórter Estrábico e Ena Pá 2000.

Localização: Av. de Roma nº 14

14.2.10

Condes (1915 - 1951)


Planta Original do Cinema Condes

Antigo Cinema Condes

(Fotografia e Planta Retirada do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")


Esta primeira versão do Cinema Condes, foi inaugurada em 23 de Dezembro de 1888 como teatro. Veio substituir outro teatro que já existira antes no mesmo local. Em 1898 recebeu obras de manutenção e restauro. Em 1915 foi convertido em cinema e no ano seguinte passou a ser gerido pela Castelo Lopes filmes, empresa gerida por José Martins Castelo Lopes. Os seus descendentes ficaram sempre ligados à casa até ao seu encerramento. Tinha capacidade para 920 espectadores. No início dos anos 50 o edifício foi demolido para dar lugar a um novo Cinema Condes, maior e mais adaptado a uma nova realidade em que começavam a surgir as grandes super produções em ecrã panorâmico.


Localização: Av. da Liberdade nº 2

13.2.10

Arco-Íris (1940 - 1975)


Cinema Arco-Íris


Inaugurado nos anos 40 este cinema localizava-se mesmo ao lado do Coliseu. Nos anos 70 fechou portas, e depois do 25 de Abril deu lugar a um estabelecimento de Peep-Show. No início dos anos 80 foi convertido numa grande pastelaria e café-bar. Durante o ano de 1998 frequentei muitas vezes este café, sempre que tinha aulas de Arte e Imagem com o professor Filipe La Féria no Politeama.

Localização: Rua das Portas de Santo Antão

11.2.10

Campo Pequeno (2007 - Actualidade)


Campo Pequeno

Sala Cinemax

Sala Kids

Sala Love

Sala Scary Room

Planta da Sala 1

Planta da Sala 2

Planta da Sala 3

Planta da Sala 4

Planta da Sala 5
Planta da Sala 6

Planta da Sala 7

Planta da Sala 8


No dia 18 de Maio de 2006 após profundas obras de restauro e modernização foi inaugurado o novo Campo Pequeno. Datada de 1892 a velha Praça de Touros do Campo Pequeno foi toda renovada dando origem à nova Arena multiusos de Lisboa com capacidade para 10 000 espectadores. Foi construída uma cobertura que permite ao recinto receber espectáculos durante todo o ano. Nas galerias existe agora o Museu de Tauromaquia e vários restaurantes com esplanada para o exterior no também renovado Jardim Marquês de Marialva. Por baixo da Arena nasceu um centro comercial e um parque de estacionamento. Em 2007 foram inauguradas as 8 salas Cinema City, compostas por 4 salas temáticas e 4 generalistas. O bar dos cinemas tem um ambiente fantástico com uma decoração toda inspirada no cinema e funciona até às 3:00. As salas têm as respectivas capacidades: Sala 1, 124 lugares; Sala 2, 268 lugares; Sala 3, 189 lugares; Sala 4, 198 lugares; Sala 5, 94 lugares; Sala 6, 107 lugares; Sala 7, 100 lugares; Sala 8, 105 lugares.

Localização: Av. da República

10.2.10

Saldanha Residence (1998 - 2011)


Galerias Saldanha Residence


Fachada das Galerias Saldanha Residence


Inauguradas em 1998, as Galerias Saldanha Residence possuem 4 salas de cinema, que curiosamente se chamam Monumental Saldanha. Isto deve-se ao facto destas salas serem uma extensão das 4 salas do complexo de cinemas do Monumental, daí serem denominadas por salas 5, 6, 7 e 8. A Sala 5 tem capacidade para 150 pessoas; a sala 6 tem capacidade para 201 espectadores; a sala 7 pode acomodar 124 espectadores e a sala 8 tem uma capacidade de 137 lugares. As inúmeras notas negativas por parte dos criticos e dos frequentadores em relação à comodidade e qualidade das salas bem como as vibrações e o ruído provocados pela proximidade do túnel do Metro acabaram por ditar o encerramento das salas em Maio de 2011.


Localização: Av. Fontes Pereira de Melo Nº 42 E

7.2.10

Monumental (1993 - Actualidade)


Fachada do Monumental


Inaugurado em 1993 o novo Monumental nada tem a ver com a mítica sala de cinema com o mesmo nome que durante 4 décadas ocupou o local. O novo edíficio envidraçado e despojado dos ornamentos clássicos característicos do seu antecessor, recebeu nos pisos superiores escritórios e nos inferiores um centro comercial, dentro do qual nasceram 4 mini cinemas monumentais. A sala 1 tem capacidade para 259 espectadores, a sala 2 pode acomodar 124 espectadores e a sala 3, 124 espectadores. A sala 4 também conhecida como cine-teatro é a principal e maior com capacidade para 378 espectadores. Em 2007 o Centro sofreu uma grande renovação com melhorias significativas.

Localização: Praça Duque de Saldanha

6.2.10

Avis (1930 - 1988)


Interior do Avis

Cinema Avis

Planta do Cinema Palácio antecessor do Avis

(Fotografia e planta retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa)

Inaugurado em 1 de Janeiro de 1930 com o nome Trianon, este cinema foi um projecto arrojado de Augusto de Ornelas Bruges, o seu proprietário de então, que comprou um terreno em frente à antiga estação de eléctricos do Arco do Cego, na então chamada zona das Avenidas Novas. Tinha capacidade para 733 espectadores o que fazia dele uma das maiores salas de cinema de Lisboa. Era o único cinema nas redondezas devido ao facto de na época a zona ser considerada como estando longe do centro da cidade. Mas o risco acabou por compensar devido à grande afluência de público. Viria a mudar de nome novamente passando a chamar-se Palácio numa altura em que começou a ser explorado por Vicente Alcântara, que na época era também o empresário responsável pelo Odéon. Em 29 de Novembro de 1956, depois de consideráveis obras de remodelação reabriu com o nome de Avis. Durante mais de 3 décadas o Avis tornou-se uma sala de cinema de referência em Lisboa mas no final dos anos 80 encerrou e acabaria nos anos 90 por ser demolido para dar lugar a prédios de habitação.

Localização: Av. Duque D`Ávila nº 45

Lys (1930 - 1988)


 Interior da sala depois da renovação e já com o novo nome de Roxy

 Interior do Cinema Lys

Vista geral do interior da sala

Cinema Lys

Interior do Lys

Edifício do Cinema Lys na actualidade
O Lys quando adoptou o nome de Roxy

Cinema Lys

Planta original do Cinema Lys


(Fotografias e Planta retiradas do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e do livro "Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa")

Situado no coração do bairro dos Anjos, o Cinema Lys foi inaugurado em 11 de Dezembro de 1930. Com uma capacidade de 683 lugares, teve uma afluência nunca antes vista, devido à sua dimensão e ao facto de ser um cinema de reprise onde eram exibidos os maiores êxitos logo após a sua estreia. A 26 de Junho de 1973 e após obras de remodelação adoptou o nome Roxy e viu a totação ser reduzida para 553 lugares. Nos anos 80 a qualidade de programação decaiu levando a um decréscimo acentuado de público o que levou ao seu encerramento em Abril de 1988. No início dos anos 90 foi convertido numa gigantesca sapataria com o sugestivo nome de Sapatolândia.

Localização: Av. Almirante Reis nº 20