18.2.12

High-Life / Boavista (Porto)

Rotunda da Boavista, local onde existiu o primeiro High-Life

(Fotografia retirada do site do Expresso de Amarante)


No Verão de 1906 os portuenses assistiram à primeira sessão de cinema aberta ao público. O espetáculo teve lugar num barracão de madeira e zinco com o nome de Salão High-Life, montado na Feira de São Miguel, no campo onde mais tarde iria nascer a atual Rotunda da Boavista. Durante dois meses as sessões de animatógrafo fizeram sucesso e a afluência bastante elevada de público levou a que a empresa Neves e Pascaud decidisse mudar o espetáculo para um espaço mais amplo no Jardim da Cordoaria.


Localização: Rotunda da Boavista

10.2.12

Sá da Bandeira (Porto)



Teatro Sá da Bandeira



Interior do Teatro Sá da Bandeira



O Cine-Teatro Sá da Bandeira é uma das mais importantes salas de espetáculo do país, tendo um papel determinante na história do teatro e do cinema em Portugal. Ele acolheu a primeira apresentação do animatógrafo na cidade do Porto, a 17 de Julho de 1896 e a 12 de Novembro de 1896, foram apresentados, por Aurélio da Paz dos Reis, os primeiros filmes realizados por um português. Inaugurado a 4 de Agosto de 1855 com o nome de Teatro Circo, este espaço começou por funcionar num barracão que só em 1867 foi substituído por um edifício de pedra e cal. Este, foi demolido em 1877 dando lugar ao atual edifício que se mantém inalterável até hoje. Teve como primeiro nome Teatro do Príncipe Real. Durante a primeira década de existência do animatógrafo foi mantendo sessões com alguma regularidade, acabando por assumir em definitivo a função de teatro. Com a implantação da República, em 1910, passou a chamar-se Teatro Sá da Bandeira, nome que manteve até aos nossos dias.

Localização: Rua Sá da Bandeira nº 108

8.2.12

Cinema da Carvalhosa (Porto)

Garagem no edifício original do Cinema da Carvalhosa


Local onde existiu o antigo Cinema Carvalhosa



O Cinema da Carvalhosa situava-se ao lado do edifício da Faculdade de Farmácia e em 1905 já exibia películas. Encerrou a sua actividade cerca de 1926, sendo durante os anos 30 convertido em garagem. Algumas décadas depois, o edifício foi demolido sendo substituído por outro mais moderno e curiosamente voltou a funcionar como garagem.

Localização: Rua de Aníbal Cunha

7.2.12

Cine-Foz (Porto)



Cine-Foz

Local onde terá existido o Cine-Foz
(Fotografia do Cine-Foz cedida gentilmente pelo Senhor Oscar Malheiro)
Quase esquecido nas brumas do tempo, o Cine-Foz teve um papel importante na história do cinema não só da cidade do Porto mas também do próprio país nos primeiros anos do cinema em Portugal. Entre 1902 e 1903 foi inaugurado na Foz, mais precisamente na Esplanada do Castelo, um local onde as sessões de animatógrafo fizeram sucesso. Prolongou a sua atividade até sensivelmente 1958, mas atualmente poucas memórias restam a não ser o nome enigmático de um cabeleireiro localizado no n.º97 da Esplanada do Castelo que ostenta nem mais nem menos do que o nome "Cine Foz". Será uma pista da localização da antiga sala de cinema? Resta-me deixar um agradecimento especial ao Senhor Oscar Malheiro, pela cedência da fotografia do Cine-Foz para que pudesse figurar no nosso Blogue. 

Localização: Esplanada do castelo nº97

6.2.12

Batalha (Porto)

Interior do Cinema Batalha


Cinema Batalha


Cine-teatro Batalha, na Praça da Batalha


(Fotografias retiradas do livro "Cinemas de Portugal")


Inaugurado a 3 de Junho de 1947, segundo o projeto do arquiteto Artur Andrade, o Batalha foi construído no local do antigo Salão 'High Life', outra mítica sala de cinema portuense. Foi uma inauguração polémica à data, devido ao excesso de zelo por parte do estado novo que mandou destruir um mural da autoria de Júlio Pomar que se encontrava no foyer e que foi apelidado de subversivo. Destino não menos polémico teve o magnífico mural da fachada, delapidado pela ignorância dos senhores do poder devido ao facto de ter nele representados uma foice e um martelo. O edifício foi concebido para albergar, para além da sala principal com capacidade para 950 espectadores, um auditório apelidado de Sala Bébé com capacidade para 135 espectadores, dois bares e um restaurante com esplanada. Em 2000 fechou devido à forte concorrência dos multiplex dos centros comerciais, mas em Maio de 2006 reabriu graças a uma parceria entre a Câmara do Porto e a Associação de Comerciantes. O espaço foi reformulado sendo modernizado de forma a proporcionar maior conforto aos visitantes. A nova configuração reduziu a capacidade da sala principal para 935 espectadores e o pequeno auditório passou a poder acolher 100 espectadores. O restaurante permaneceu mas um dos dois bares foi encerrado. Em 31 de Dezembro de 2010, tendo finalizado o contrato de gestão, o Gabinete Comércio Vivo entregou o edifício aos proprietários, estando o mesmo encerrado desde então. Esperemos que a voz dos portuenses se faça mais uma vez ouvir para salvar o Batalha, tal como aconteceu com o Coliseu e o Rivoli.


Localização: Praça da Batalha nº 47

1.1.12

Final do primeiro capítulo

Com o fim de 2011, chega também ao fim o primeiro capítulo do Cinema aos Copos. Depois de quase 3 anos com os cinemas de Lisboa, em 2012 seguimos viagem cinescópica rumo a norte. Vêm aí os cinemas do Porto!


Um feliz 2012 a todos!

24.9.11

Cine-Teatro do Bairro Alto (2011 - Actualidade)


Interior do Cine-Teatro do Bairro


Fachada do Cine-Teatro do Bairro



A mais recente sala de espectáculos da capital portuguesa chama-se Teatro do Bairro. Foi inaugurado em Março de 2011 e rapidamente os ciclos de cinema juntaram-se ao teatro, seguidos pela música e pela dança. Actualmente, funciona como um Cine-Teatro. Apesar do nome oficial ser Teatro do Bairro, depressa ficou conhecido como Teatro do Bairro Alto, por se localizar nesse bairro lisboeta. A sala de pequenas dimensões (100 lugares) tem um ar acolhedor e a disposição em anfiteatro vertical, bem como a proximidade do palco, permitem uma visão e acústica perfeitas de qualquer ângulo. O Teatro veio ocupar a sede do jornal "Diário Popular", que fechou em Setembro de 1991. Parabéns a quem teve a feliz ideia de converter o edifício numa sala de espectáculos e o livrou do abandono.


Localização: Rua Luz Soriano n.º 63

Fundação Calouste Gulbenkian (1973 - 2002)


Fachada do edifício principal da Fundação Calouste Gulbenkian


Interior do Grande Auditório da Gulbenkian


Fundada em 1956, a Fundação Calouste Gulbenkian só viria a ocupar as actuais instalações junto à Praça de Espanha em Lisboa no ano de 1969. O enorme complexo possui um museu, um grande auditório, espaços de exposições, uma biblioteca de arte, vários auditórios de média e pequena dimensão, e também o Centro de Arte Moderna. Tudo isto se encontra rodeado pelo Parque Gulbenkian, um local de lazer com lagos, estátuas e um grande anfiteatro de pedra que recebe concertos de música e representações teatrais durante os meses de verão. O Grande Auditório foi durante vários anos utilizado como local de lançamento de filmes, inclusive estreias nacionais absolutas. Recordo-me perfeitamente do meu pai mencionar que foi lá que viu pela primeira vez o filme "Dune" de David Linch em 1984. A estreia era tão fresquinha que o filme ainda nem tinha legendas!

Localização: Av. de Berna nº 45 A

Fórum Picoas (1977 - 1996)


Vista aérea do Fórum Picoas


Inaugurado em 1977, o Fórum Picoas foi desde sempre muito mais do que um edifício ligado às empresas de telecomunicações. O enorme complexo possui no seu interior para além dos escritórios, salas de exposições e um auditório. Foi nesse auditório que vários ciclos de cinema e documentários foram exibidos durante vários anos. Inicialmente utilizado com mais frequência para projecções, actualmente é utilizado quase exclusivamente para palestras ou reuniões. Foi lá que estreou em 1983 o filme documental português "O nosso futebol".

Localização: Av. Fontes Pereira de Melo nº 38 C

Instituto Francês de Portugal (1984 - Actualidade)


Auditório Philippe Fridman


Interior do Auditório Philipe Fridman



Criado em 1937, o Instituto Francês de Lisboa teve desde sempre uma forte ligação com o mundo das artes. Como tal o cinema e mais concretamente a divulgação do cinema francês estiveram desde sempre presentes. Em 1984 a mudança de instalações do antigo Palácio de Santos para a actual morada na Av. Luis Bivar possibilitou a inauguração de novos espaços com instalações modernas que passaram a albergar, salas de exposições, uma mediateca, um café-restaurante, o Auditório Philippe Fridman e ainda um auditório de menores dimensões com o nome de Studio 2. É nos dois auditórios que regularmente os visitantes podem assistir às sessões de cinema que se realizam durante todo o ano com vários ciclos de cinema francês e também o conceituado festival "Festa do Cinema Francês" que já se realiza há 11 anos. A sala principal baptizada de Auditório Philippe Fridman tem capacidade para acolher 250 espectadores.


Localização: Av. Luis Bivar nº81