9.9.12

Palácio de Cristal (Porto)


 Palácio de Cristal

 Jardins e Fachada do Palácio de Cristal

 Interior do Palácio de Cristal

 Pavilhão Rosa Mota

Interior do Pavilhão Rosa Mota

(Fotografias retiradas da Wikipedia; site zerozero.pt; e postais antigos da cidade do Porto)

O Palácio de Cristal foi um edifício icónico da cidade do Porto que ainda hoje permanece na memória de inúmeros portuenses.
Foi inaugurado em 18 de Setembro de 1865, segundo projeto do arquiteto inglês Thomas Dillen Jones,  tendo o Crystal Palace de Londres como modelo.
Foi concebido originalmente para acolher a grande Exposição Internacional do Porto, passando a ser utilizado desde logo como pavilhão de exposições para receber todos os grandes eventos realizados na cidade.
A versatilidade do edifício permitiu-lhe passar a ser utilizado como espaço multiusos com sessões de cinema, concertos de música e todo o tipo de atividades culturais.
No seu interior existia um enorme órgão de tubos que era um dos maiores do mundo.
Durante os meses de verão as sessões de cinema ao ar livre nos jardins passaram a ser muito comuns arrastando familias inteiras.
Com a atribuição da realização do campeonato do mundo de Hóquei em Patins de 1951 a Portugal, ficou claro que não existia nenhum equipamento desportivo na cidade do Porto com condições para acolher o evento. Foi decidido construir um moderno pavilhão de grandes dimensões  para suprir essa lacuna. O que nunca viria a ser unânime foi a localização do pavilhão, o qual seria construído no local do Palácio de Cristal ditando a demolição do mesmo.
A contestação popular foi enorme, levando a revoltas que foram controladas a custo pelas autoridades, mas em 1951 o Palácio de Cristal foi mesmo demolido, dando lugar ao novo Pavilhão dos Desportos. Apesar dos apelos de vários membros da sociedade portuense ligados à cultura, até o órgão viria a ser destruído à martelada sem que fosse sequer ponderada a possibilidade de transladação para outro local.
O Pavilhão de Desportos, rebatizado em 1991 Pavilhão Rosa Mota, tem capacidade para 4568 espetadores e recebe todo o tipo de eventos, desportivos e culturais, como exposições, concertos de música e a Feira do Livro do Porto.
No segundo semestre de 2012 arrancaram as obras de requalificação com vista à transformação do espaço num complexo multiusos que irá permitir, para além das atividades desportivas, a realização de exposições e grandes concertos, festas, circo e pista de gelo, congressos e seminários ou reuniões de menor dimensão, em salas com capacidade entre os 322 e os 1180 lugares.
A traça original será respeitada, passando o pavilhão a ter uma capacidade total de 6000 espetadores, estando a conclusão das obras previstas para o final de 2013.

Localização: Jardins do Palácio de Cristal

23.8.12

Central da Carcereira (Porto)


Local onde existiu o Cinema Central da Carcereira

(Fotografia retirada do Google Maps)

O Cinema Central da Carcereira foi uma sala de média dimensão, que passava essencialmente reposições e teve o seu período de atividade compreendido entre os anos 40 e os anos 60.
A sala era composta por plateia e balcão. Encerrou nos anos 60 e foi mais tarde demolido devido à degradação do edifício.

Localização: Rua Pedro Hispano nº 600

Trindade (Porto)



Os vitrais da bela fachada do Cinema Trindade

Interior da atual sala 1

O Cinema Trindade foi inaugurado a 14 de Junho de 1913 e é um dos mais antigos cinemas portugueses ainda em atividade. A sua lotação original era de 1191 lugares, distribuídos por plateia, 1º e 2º balcões, fazendo dele uma das maiores salas do país à data. Nos anos 80, seguindo o que sucedeu com outras salas de cinema, para fazer face à concorrência dos multiplex dos centros comerciais, a sala principal foi cortada em duas. À sala maior foi dado o nome de Cinema Trindade e à outra sala, um estúdio de menores dimensões, o nome de Salão Jardim Trindade. Estas salas encerraram em 1989, sendo convertidas durante os anos 90 em bingo. Este fechou no ano 2000, ficando o edifício sem atividade durante 8 anos. Em 2008, a organização do festival Indie, já com algumas edições de grande sucesso em Lisboa, decidiu alargar o festival até à cidade do Porto, utilizando as instalações do Cinema Trindade. Após o festival, a  associação cultural portuense Plano B, efetuou contactos com o intuito de passar a utilizar o espaço e de trazer de novo o cinema ao centro da cidade. No novo hall da sala principal passaram a figurar máquinas de projeção, bobinas, cartazes, programas, fotografias e revistas de cinema que foram recuperadas pela Plano B durante a limpeza do recinto e o Trindade reabriu assim com um novo brilho.

Localização: Rua Ricardo Jorge

9.7.12

Salão-Cinema parque das Camélias (Porto)


Local onde existiu o Cinema Parque das Camélias

Túnel de acesso ao antigo ringue e parque de jogos, atualmente utilizado como parque de estacionamento

(Fotografias retiradas do blog A Vida em Fotos)

A história desta sala de cinema está diretamente ligada à história do Sporting Clube Vasco da Gama. Fundado a 20 de Fevereiro de 1920, o Vasco da Gama foi desde sempre um clube eclético onde se praticaram várias modalidades tais como, o andebol, o basquetebol e a luta-livre americana e que teve entre os anos 40 e 70 os seus anos de ouro. Atualmente, o clube dedica-se às camadas jovens de basquetebol onde soma uns quantos títulos nacionais ao longo da sua história. O local onde funcionou durante vários anos o cinema é hoje uma estação de camionagem. Desde 2006 existem rumores de uma eventual requalificação da zona; no entanto, ainda não se vislumbra qualquer alteração.

Localização: Rua Alexandre Herculano


2.7.12

Salão Sta. Catarina (Porto)

Local onde terá existido o Salão Sta. Catarina

(Fotografia retirada do Google Maps)

Foram muito poucas as informações que consegui reunir sobre esta velhinha sala de cinema. Como o nome indica, ficava localizada na Rua de Santa Catarina e era uma sala de pequenas dimensões e sem grandes luxos. A sua memória perdeu-se com o tempo, mas graças a registos descobertos por volta de 1998 podemos ficar com algumas pistas sobre a sua localização. Será realmente a ruína que vemos nesta imagem o que resta do antigo Salão Sta. Catarina?

Localização: Rua de Santa Catarina

1.7.12

Águia D´Ouro (Porto)

Fachada do Cinema Águia D´Ouro

Fachada do Hotel que atualmente ocupa o edifício do antigo cinema

(Fotografias retiradas dos sites grandeportoonline e cinemasdoporto)


Em janeiro de 1839, o Águia D'Ouro abriu as suas portas como café, tendo sido frequentado por clientes famosos como Camilo Castelo Branco e Antero de Quental. Aínda no século XIX passou a existir um teatro que partilhava com o café o espaço do edifício, embora as entradas fossem separadas. Em agosto de 1907 foram levadas a cabo as primeiras sessões de cinematógrafo e em 1908 o teatro acabaria por dar lugar ao cinema. Em 15 de setembro de 1930 inaugurou o cinema sonoro com o filme "All That Jazz". Em 7 de fevereiro de 1931, e após obras de remodelação, viu o interior modernizado e ganhou uma nova fachada. O Águia era nos anos 30 considerado uma das melhores salas do Porto.
Durante os anos 80 o café viria a falir e a ausência de espetadores ditou o encerramento do cinema em dezembro de 1989. Durante duas décadas o edificío foi votado ao abandono atingindo um estado de ruína bastante acentuado. Durante este período foi comprado pela empresa Solverde com o objetivo de ali abrir um Bingo, mas o  projeto foi reprovado pela Câmara. Finalmente, em agosto de 2006 a Solverde põe o imóvel à venda e o mesmo viria a ser adquirido por uma cadeia de hotéis que após obras de restauro da fachada e renovação do interior fez renascer das cinzas o edifício. Em outubro de 2011 o novo Hotel abriu portas. Na decoração do interior podem ser vistas algumas peças recuperadas dos escombros, tais como, suportes de partituras, microfones, bobines de filmes e posters entre outros.

Localização: Praça da Batalha nº 32



30.6.12

Salão da Porta do Sol (Porto)

Local onde existiu o Salão da Porta do Sol

(Fotografia retirada do Google Maps)

Consegui reunir muito pouca informação relativa a esta sala de cinema que, como o nome indica, ficava situada na Rua da Porta do Sol. O topónimo deriva do facto de ali ter existido uma das antigas portas que se espalhavam ao longo do perímetro da muralha que circundava a cidade do Porto. O edifício onde se situava o cinema terá sido demolido algures por volta de 1982, embora esta informação careça de confirmação.

Localização: Rua da Porta do Sol

25.5.12

Ardeu o Cinema Rex / Teatro Laura Alves

Dia de grande tristeza para os lisboetas.
Um incêndio destruiu por completo esta manhã o edifício do antigo Cinema Rex e Teatro Laura Alves, situado na Rua da Palma, no coração da cidade de Lisboa. Os bombeiros afirmam que o edifício foi consumido por completo pelas chamas mas só depois de uma avaliação mais exaustiva, a ser efetuada pelos técnicos, será possível saber da viabilidade de recuperação do mesmo. Esperemos que seja restaurado e posto pela câmara ou proprietários ao serviço da cultura. Mas se tiver sido este o fim do Rex a memória será perpetuada através deste blog com o post que lhe foi dedicado no passado dia 6 de Fevereiro de 2010.

7.4.12

Salão Marquês de Pombal (Porto)

Local onde existiu o Salão Marquês de Pombal


(Imagem retirada do Google Maps)


O Salão Marquês de Pombal era um barracão de dimensões reduzidas e condições precárias localizado perto da praça com o mesmo nome. Funcionou durante pouco mais de um ano, por volta de 1963.


Localização: Rua do Lindo Vale

5.4.12

São João Cine (Porto)


Aspeto do interior do Cine Teatro São João


Interior do Teatro Nacional São João


Fachada do Teatro Nacional São João

Plateia do Teatro Nacional São João

Planta da Sala

(Fotografias retiradas do blog "Skyscrapercity"; planta retirada do blog "Cinemas do Porto")



Inaugurado oficialmente no dia 13 de Maio de 1798, o Real Teatro de São João foi o primeiro edifício portuense construído de raiz, exclusivamente destinado à apresentação de espetáculos. Foi construído, por iniciativa do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça e de um grupo de acionistas privados, a partir de um projeto do arquiteto e cenógrafo Vincenzo Mazzoneschi, que havia sido cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. A estrutura interior do Real Teatro era muito semelhante à desse teatro lisboeta, embora de dimensões mais reduzidas.

Um incêndio na noite de 11 para 12 de Abril de 1908 destruiu por completo o edifício. A reconstrução foi levada a cabo pelo arquiteto José Marques da Silva. O novo edifício foi inaugurado a 7 de Março de 1920.

Em 1932, acompanhando a decadência da atividade teatral na cidade, passou a chamar-se São João Cine, dedicando a maior parte da sua programação à exibição cinematográfica. Nos anos 50, as limitações da sala para adaptação aos novos sistemas de projeção para telas mais amplas, ditou um decréscimo na afluência de público, culminando no fim das exibições de filmes por volta de 1956. Regressaram as representações teatrais, mas não o público.

O edifício acabaria por entrar numa fase de progressiva degradação. Foi adquirido pelo estado em 8 de Outubro de 1992 e inaugurado cerca de um mês mais tarde, a 28 de Novembro, com a designação oficial de Teatro Nacional São João. Entre 1993 e 1995, foi restaurado, remodelado e reequipado, segundo projeto do arquiteto João Carreira.

Atualmente, passa por um período de prosperidade com uma agenda bastante preenchida e uma boa afluência de público.

Localização: Praça da Batalha