1.10.12

Rivoli (Porto)


 Fachada do Cine-Teatro Rivoli

 Interior do Rivoli

Palco do Rivoli

Interior original do Rivoli

(Fotografias e fontes retiradas do blog: cinemasparaiso.blogspot.pt ; http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Rivoli e livro "Cinemas de Portugal")

O Cine-Teatro Rivoli é uma das mais emblemáticas salas de espetáculos do país. Foi durante muitos anos o maior cinema do país e é um símbolo de resistência da cultura face às investidas contra o património histórico e cultural português.
Inaugurado em 1913, foi apelidado de Teatro Nacional. Em 1923, a juntar à excelente programação da qual fazia parte teatro, ópera e concertos, dava-se início às sessões de cinema.
A crescente popularidade do cinema levou a que fosse repensada a estrutura da sala, de forma a poder ser modernizada e melhor adaptada à função de cinema. As obras começaram em 1929 e em 1932 era inaugurado o novo Cine-teatro Rivoli, projetado pelo engenheiro e arquiteto Júlio Jósé de Brito, com menor dimensão que a sala original mas com as mais modernas e funcionais instalações existentes à data. O Rivoli manteve toda a programação cultural do antigo teatro e passou a receber também cinema sonoro e companhias de bailado. Ente 1942 e 1946 foram levadas a cabo obras de remodelação da fachada e dos interiores sendo também acrescentados elementos ornamentais e decorativos que embelezaram o edifício.
O período áureo do Rivoli deu-se entre os anos 40 e 60,  com uma programação de altíssima qualidade, muito graças à gestão levada a cabo por Maria Borges.
Nos anos 70 a situação inverteu-se. Devido a dificuldades financeiras as condições da sala foram-se degradando e os equipamentos tornaram-se obsoletos. Por arrasto, também a programação começou a ser cada vez mais intermitente o que levou a uma ausência cada vez maior de público.
Em 1989 e perante uma situação de perigo irreversível de ruína, a Câmara Municipal do Porto decidiu adquirir o edifício. Em 1992 o Rivoli encerrou para remodelação total. O programa de recuperação permitiu transformar aquilo que era um Cine-Teatro convencional num centro multi-funções onde passou a ser possível albergar várias atividades culturais e de lazer.
Em Outubro de 1997 abria portas o novo Rivoli Teatro Municipal, com gestão da Culturporto.
Em 2006 a Câmara Municipal anunciou que iria entregar a gestão cultural e financeira do Rivoli a entidades privadas, levando a um coro de protestos que culminaram com a ação levada a cabo em Outubro do mesmo ano por cerca de 30 pessoas. Entre os autores do protesto contavam-se elementos do "Teatro Plástico", cidadãos anónimos e pessoas ligadas à vida cultural da cidade, que se barricaram no interior do edifício. Perante a enorme pressão da opinião pública para que fosse tomada uma decisão, o executivo em funções, em Dezembro de 2006 e após uma reunião extraordinária, tomou a decisão de atribuir a gestão do Rivoli ao encenador e produtor Filipe La Féria. A conceção seria por um período de 4 anos de Maio de 2007 a Maio de 2011. Em 2012 o Rivoli recebeu um dos mais conceituados festivais internacionais de cinema do nosso país a nivel internacional, o Fantasporto.
O Rivoli é um exemplo perfeito de como é possivel enquadrar as grandes salas de cinema do passado nas necessidades da sociedade atual. O complexo do Rivoli Teatro Municipal é composto atualmente pela sala principal com capacidade para 1600 espetadores, o pequeno auditório que pode albergar 174 pessoas, uma livraria, um café-concerto Restaurante e um café-bar.

Localização: Praça D. João I

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