2.1.10

Popular (1929 - 1990)

Planta do Cinema Popular

Fachada do Cinema Popular

Cinema Popular

(Fotografia retirada do Arquivo municipal de Lisboa)


Em 1929 foi inaugurado o Cinema Popular, sendo até hoje o único cinema que serviu a população dos bairros do Poço de Bispo e Marvila. Este representante dos cinemas piolho era vizinho da Mansão de Marvila e podia acomodar 476 espectadores. Do edifício do cinema hoje em dia restam apenas algumas ruínas.

Localização: Rua Direita de Marvila nº 4

9 comentários:

  1. alguém aqui se lembra do cinema do Beato? alguém com fotos que possa publicar?

    Abraço,

    Luís Vasconcelos

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  2. Anónimo25.6.13

    O cinema do Beato era o "Cine Pátria" ali do lado dos Bombeiros.
    Me recordo desse "Cine Popular" - fui lá raríssimas vezes já que era mais distante do local onde morava (Madre de Deus)e bem degradado em termos de instalações. Vi por lá - (muito populares na época) uns filmes de Kung Fu.

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  3. como projeccionista deste cinema em 1978,devo dizer q fui também projecionista do cine-patria,por estes dois cinemas serem do mesmo patrão.

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    1. devo informar que na altura o sr.chaneca(o patrão)tinha os seguintes cinemas:cine-patria,cinema popular,cine de mafra,cine azambuja,cinema de campolide(universal),foca-cine(forte da casa)e em moscavide-que não me lembro do nome.

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  4. Anónimo25.10.15

    Sr. Carlos o saudei lá no espaço dedicado ao Cine Pátria. Aqui fiz o comentário de 25.06.13
    Desconhecia que o Cine Popular era de propriedade do Sr. Charneca, assim como o era o Cine Pátria (entre outros). Fiquei surpreso com a longevidade da sala. Fui lá raríssimas vezes e a sala estava bem deteriorada em finais do anos 70.

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  5. Obrigado pelo artigo.
    Partilho aqui as recordações que hoje escrevi numa página facebook que dedico diariamente à minha espôsa 'A Song for Luxa', onde falei deste cinema.

    Quando chegava de engraxar sapatos na minha infância, só guardava para mim o necessário aara ir ver a sessão da tarde no cinema 'Popular' do Poço do Bispo.

    penso que o bilhete bilhete custava cinco escudos,
    Mas eu ia cerca de uma hora e meia mais cedo
    Para poder comprar o bilhete de 4.50 escudos.
    E assim, com os 50 cêntimos que eu poupava
    Podia comprar um Sumol e uma sandes ao intervalo.

    Eram momentos únicos…
    Naquela altura os cinemas passavam dois filmes por sessão
    E durante esse tempo o meu mundo era outro.
    Eu era o John Wayne de então,
    O grande justiceiro, o cowboy implacável,
    Eu era o Errol Flynn, esse herói elegante e cheio de charme
    Salvador de donzelas em perigo.
    Eu era o dançarino talentoso James Cagney,
    Nesse filme maravilhoso que nunca esquecerei
    ‘Yankee Doodle Dandy’.
    Eram momentos únicos da minha semana
    Que me faziam esquecer tristezas e outras cenas
    Que aconteciam na família atribulada que tinha.

    Quando a sessão acabava, a magia continuava
    Pois ao sair do cinema eu caminhava
    Com passadas largas e olhar fixo no horizonte,
    Com as mãos ao lado do corpo
    Prontas a sacar a pistola desse coldre imaginário
    E assim derrotar em duelo os vilões
    Que se atravessavam a minha frente.
    Regressava a casa feliz, na pele dos heróis
    Que povoavam a minha mente.

    Ao olhar para trás…
    Com uma lágrima no olho…
    Não posso deixar de dizer
    Que era uma criança pobre mas feliz,
    Porque sabia como sair da realidade em que vivia
    Transportar-me para ‘mundos’ paralelos
    E ser quem eu sonhava ser…
    Esse Clark Gable charmoso e romântico
    À procura dessa donzela única
    Que acabei por encontrar anos mais tarde
    Ao cruzar a vida de uma adolescente
    Linda e pura
    A minha esposa Carla.

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  6. Jorge Resende, sei que é um tiro no escuro. Mas não terá frequentado a escola Voz do Operário na rua do Açúcar de 1968 a 1972 com a professora Cacilda Santos?

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  7. No cinema do Beato vi muitos filmes principalmente os do 007, bem como no do Poço do Bispo.
    Morei de 1957 a 1970 na rua afonso annes penedo, que saudades tenho desse tempo.
    Também andei na Voz do Operário e tive a Cacilda como professora

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  8. Quem é que andou na Voz do Operário com a Cacilda? Já agora gostava de recordar os tempos da Primária.

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