22.8.14

Malaposta (Olival Basto)


Centro Cultural Malaposta

(Fotografia retirada de uf-povoaolival.pt)

O Centro Cultural Malaposta localiza-se no Senhor Roubado, freguesia de Olival Basto e Póvoa de Santo Adrião, no concelho de Odivelas. Foi inaugurado a 2 de Dezembro de 1989 e é, desde então, um importante pólo cultural em Odivelas. A sua programação é composta por ciclos de cinema, teatro, música, dança, exposições, cursos de oficina de teatro, etc. Os ciclos de cinema são bastante regulares, com programação mensal. O edifício onde se encontra o centro cultural foi, em tempos idos, um matadouro, sendo recuperado após vários anos de abandono. A origem do nome deve-se à função original do mesmo que foi construído para ser uma estação do serviço de transporte da Mala-posta. A Mala-posta foi um serviço de transporte de passageiros e de malas de correio que funcionou durante a segunda metade do séc. XIX. As carruagens puxadas por cavalos faziam a sua última paragem neste posto, localizado em frente às Portas de Carriche. A muralha que delimitava a cidade de Lisboa possuía várias portas ao longo de diversos kms de extensão onde eram pagas as taxas sobre as mercadorias que entravam na capital e as autoridades fiscalizavam quem entrava e saía. As principais portas eram, para além das de Carriche com acesso à atual Calçada homónima, as Portas de Algés, as Portas de Arroios e as Portas de Benfica. Em todas existia um posto da guarda fiscal. Na estação do Olival basto, homens e animais descansavam após longas viagens, antes de enfrentarem o último desafio de subirem a íngreme Calçada de Carriche rumo ao centro da capital. Ainda podem ser vistas em parte da fachada do Centro Cultural as argolas metálicas usadas para prender os animais. Originalmente, existiam 26 portas ao longo de 20 kms de muralha. A maioria foi demolida durante o final do séc. XIX e início do séc. XX. Apenas sobreviveram as Portas de Benfica e as de Algés. Em 1922, os limites fiscais do concelho de Lisboa foram abolidos e as Portas de Algés bem como a maior parte da muralha foram também demolidas. Apenas sobreviveram até aos nossos dias as Portas de Benfica e uma parte da muralha no limite norte que atravessa a Ameixoeira, Calçada de Carriche e Serra da Luz.

Localização: Rua de Angola

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